HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2021
A incisão realizada no útero durante cesárea em gestante de 39 semanas é:
Incisão uterina padrão na cesariana = segmentar transversa (Kerr), no segmento inferior do útero.
A incisão segmentar transversa, também conhecida como incisão de Kerr, é a técnica preferencial para a histerotomia na cesariana. Ela é realizada no segmento inferior do útero, que é a parte mais fina e menos vascularizada, resultando em menor sangramento e menor risco de ruptura uterina em gestações futuras.
A cesariana é um dos procedimentos cirúrgicos mais comuns na obstetrícia, e a escolha da incisão uterina é um ponto crítico para a segurança materna e fetal. A incisão segmentar transversa, também conhecida como incisão de Kerr, é a técnica padrão-ouro e mais utilizada globalmente devido às suas vantagens significativas. Ela é realizada no segmento inferior do útero, uma região que se forma a partir do istmo uterino durante a gravidez. O segmento inferior do útero é mais fino, menos vascularizado e tem menor atividade contrátil pós-parto, o que minimiza o sangramento e o risco de infecção. Além disso, a cicatrização de uma incisão transversa nesta área é mais resistente e tem um risco substancialmente menor de ruptura uterina em gestações subsequentes em comparação com incisões longitudinais (clássicas) no corpo uterino. A incisão corporal longitudinal é reservada para situações específicas, como prematuridade extrema com segmento inferior não formado, placenta prévia anterior ou anomalias uterinas. Para residentes, compreender a anatomia uterina e as implicações de cada tipo de incisão é fundamental para a realização segura da cesariana e para o aconselhamento de pacientes sobre partos futuros. A técnica correta da histerotomia segmentar transversa é um pilar da cirurgia obstétrica moderna.
A incisão uterina mais comum e preferencial na cesariana é a segmentar transversa, também conhecida como incisão de Kerr.
É a preferida porque é realizada no segmento inferior do útero, que é mais fino e menos vascularizado, resultando em menor sangramento, cicatrização mais robusta e menor risco de ruptura uterina em gestações futuras, além de facilitar a reparação.
A incisão corporal longitudinal, ou clássica, é associada a maior sangramento, maior risco de infecção, cicatrização menos resistente e um risco significativamente maior de ruptura uterina em gestações subsequentes, sendo reservada para situações específicas.
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