CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2011
Na cirurgia de facoemulsificação, quando a incisão é realizada na “córnea clara”:
Incisão em córnea clara → Provoca aplanação (flattening) no meridiano da incisão.
Incisões corneanas na facoemulsificação induzem aplanação no meridiano onde são realizadas, o que deve ser planejado para neutralizar ou não exacerbar o astigmatismo prévio.
A transição das incisões esclerais para as de córnea clara revolucionou a cirurgia de catarata, permitindo uma recuperação visual mais rápida e menor inflamação. No entanto, o controle do astigmatismo induzido cirurgicamente (SIA) tornou-se um desafio técnico. O cirurgião deve considerar o local da incisão (temporal vs. superior) com base na ceratometria pré-operatória. Incisões temporais tendem a ser mais neutras por estarem mais distantes do eixo visual, enquanto incisões no meridiano mais curvo podem ser usadas para reduzir astigmatismos pré-existentes. A estabilidade da incisão é fundamental para prevenir endoftalmite, sendo as incisões multi-planares superiores em segurança às incisões uni-planares simples.
A incisão rompe as fibras de colágeno da córnea, reduzindo a tensão local. A pressão intraocular então 'empurra' essa região, resultando em um relaxamento ou aplanação da curvatura naquele meridiano específico.
A arquitetura triplanar cria um mecanismo de válvula auto-selante. Quando a pressão intraocular sobe, ela empurra o teto da incisão contra o assoalho, garantindo a vedação sem necessidade de suturas e reduzindo o risco de vazamento (Seidel positivo).
A queimadura térmica ocorre devido ao atrito da caneta de ultrassom com o tecido corneano, geralmente por fluxo de irrigação insuficiente para resfriamento ou por incisões muito estreitas que comprimem a luva da caneta.
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