FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2020
Paciente, sexo feminino, 63 anos, foi submetida a avaliação com ressonância magnética de crânio após acidente automobilístico. Revelada massa hipofisária (0,7 cm) sem expansão suprasselar. A paciente estava assintomática, e negava cefaleia, alterações visuais, galactorreia ou sintomas e sinais de acromegalia ou síndrome de Cushing. Menopausa aos 48 anos. Exames laboratoriais: TSH = 2,6 mUI/L (VR: 0,5-5,0); T4 livre = 1,0 ng/dL (VR: 0,7-1,5); cortisol livre urinário = 38 mcg/g/24h (VR: 3-43); estradiol = 13ng/mL; FSH = 78 UI/mL; IGF-1 normal; prolactina 15 ng/mL (VR: <20). Qual a melhor estratégia na condução do caso:
Incidentaloma hipofisário assintomático e não funcionante (<1 cm) → acompanhamento com RM e avaliação hormonal periódica.
Um incidentaloma hipofisário pequeno (<1 cm), assintomático e com função hormonal normal não requer tratamento imediato. A conduta é o acompanhamento com ressonâncias magnéticas periódicas para monitorar o crescimento e repetir as dosagens hormonais para excluir desenvolvimento de hiperfunção.
Incidentalomas hipofisários são lesões da glândula hipófise descobertas acidentalmente em exames de imagem cerebral, como ressonância magnética (RM) ou tomografia computadorizada (TC), realizados por outras indicações. São relativamente comuns, com prevalência de até 10-20% em estudos de autópsia e RM. A maioria é de microadenomas (<1 cm) e não funcionantes, ou seja, não produzem hormônios em excesso. A avaliação inicial de um incidentaloma hipofisário deve incluir uma história clínica detalhada para identificar sintomas de hiperfunção hormonal (galactorreia, amenorreia, acromegalia, Cushing) ou de efeito de massa (cefaleia, alterações visuais). Exames laboratoriais são essenciais para avaliar a função hipofisária, incluindo dosagens de prolactina, IGF-1, cortisol (basal e/ou urinário), TSH e T4 livre. Em mulheres na pós-menopausa, FSH e LH também podem ser avaliados. No caso de um microadenoma assintomático, não funcionante e sem expansão suprasselar, como o da paciente, a conduta mais adequada é o acompanhamento. Isso envolve ressonâncias magnéticas periódicas (geralmente em 6-12 meses inicialmente, depois anualmente se estável) para monitorar o tamanho da lesão e repetição das dosagens hormonais anualmente para detectar qualquer desenvolvimento de hiperfunção. A cirurgia ou radioterapia são reservadas para lesões que crescem, tornam-se funcionantes ou causam sintomas compressivos.
É uma lesão hipofisária detectada incidentalmente em exames de imagem do crânio realizados por outras razões, sem sintomas relacionados à massa ou à disfunção hormonal.
O tratamento imediato é indicado para lesões funcionantes (ex: prolactinomas sintomáticos, tumores secretores de GH ou ACTH), lesões com expansão suprasselar causando compressão de quiasma óptico, ou lesões com apoplexia hipofisária.
Geralmente, a primeira RM de controle é feita em 6-12 meses, e as dosagens hormonais anualmente, ajustando a frequência conforme a estabilidade da lesão e dos hormônios.
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