HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2021
Incidentaloma de adrenal é definido por um nódulo ou massa incidental da suprarrenal encontrado em um exame de imagem do abdome realizado para investigação de queixas não relacionadas a esta glândula. Das alternativas abaixo, assinale a que apresenta a característica tomográfica sugestiva de benignidade para incidentaloma de adrenal.
Incidentaloma adrenal com densidade < 10 UH na TC sem contraste → alta probabilidade de benignidade (adenoma rico em lipídios).
A densidade de um incidentaloma adrenal na tomografia computadorizada sem contraste é um dos critérios mais importantes para diferenciar lesões benignas (adenomas ricos em lipídios, geralmente < 10 UH) de lesões malignas ou com potencial maligno.
Incidentalomas de adrenal são achados comuns em exames de imagem abdominais, com prevalência crescente devido ao uso disseminado de TC e RM. A principal preocupação é diferenciar lesões benignas (principalmente adenomas) de lesões malignas (carcinomas adrenocorticais, metástases) e de lesões funcionantes. A avaliação radiológica, especialmente a tomografia computadorizada sem e com contraste, desempenha um papel central. A densidade do nódulo na TC sem contraste é um critério chave: lesões com densidade menor que 10 UH são altamente sugestivas de adenomas ricos em lipídios e, portanto, benignas. Valores abaixo de 0 UH são quase patognomônicos de adenoma. Outras características como tamanho (lesões > 4-6 cm são mais suspeitas), lavagem de contraste (washout) e presença de gordura macroscópica na ressonância magnética também auxiliam na diferenciação. O manejo subsequente dependerá da avaliação funcional e do risco de malignidade, podendo variar de acompanhamento a ressecção cirúrgica.
A densidade Hounsfield (UH) na TC sem contraste é crucial para diferenciar adenomas ricos em lipídios (benignos, geralmente < 10 UH) de outras lesões adrenais, como feocromocitomas, carcinomas adrenocorticais ou metástases, que tendem a ter densidades mais elevadas.
Características sugestivas de malignidade incluem tamanho > 4-6 cm, densidade > 20-30 UH sem contraste, realce heterogêneo e tardio, presença de necrose, calcificações grosseiras, margens irregulares e invasão de estruturas adjacentes.
O manejo inicial envolve a avaliação hormonal para descartar hiperfunção (síndrome de Cushing, feocromocitoma, hiperaldosteronismo primário) e a avaliação radiológica para determinar o potencial de malignidade, guiando a necessidade de biópsia ou ressecção cirúrgica.
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