Incidentaloma Adrenal e Colelitíase: Qual a Conduta?

UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2022

Enunciado

Mulher, 46 anos, hipertensa, apresenta dor em hipocôndrio direito. Exames laboratoriais: normais. Ultrassonografia (US) abdominal: colelitíase e lesão expansiva de 3cm na adrenal direita. A conduta mais adequada é realizar:

Alternativas

  1. A) colecistectomia por videolaparoscopia
  2. B) colecistectomia e a adrenalectomia por via laparôtomica
  3. C) adrenalectomia por via laparotômica
  4. D) colecistectomia por laparotomia para investigar melhor a adrenal

Pérola Clínica

Incidentaloma adrenal < 4cm e não funcionante → acompanhamento. Colelitíase sintomática → colecistectomia.

Resumo-Chave

A presença de colelitíase sintomática (dor em hipocôndrio direito) indica a necessidade de colecistectomia. A lesão adrenal de 3cm, sem sinais de hiperfunção (laboratoriais normais), é um incidentaloma que, por seu tamanho (<4cm), geralmente não requer cirurgia imediata, mas sim acompanhamento.

Contexto Educacional

A abordagem de pacientes com achados incidentais em exames de imagem, como o incidentaloma adrenal, é um desafio comum na prática médica. Um incidentaloma adrenal é uma massa adrenal descoberta acidentalmente em exames de imagem realizados por outras razões. A conduta depende primariamente do tamanho da lesão e da sua funcionalidade. Lesões menores que 4 cm e não funcionantes geralmente são benignas e podem ser acompanhadas clinicamente, enquanto lesões maiores ou funcionantes podem exigir investigação adicional ou ressecção cirúrgica. Paralelamente, a colelitíase sintomática, caracterizada por dor em hipocôndrio direito, é uma condição comum que requer tratamento cirúrgico. A colecistectomia por videolaparoscopia é o padrão-ouro para o tratamento da colelitíase, sendo um procedimento minimamente invasivo e com boa recuperação. A presença de hipertensão na paciente deve ser considerada na avaliação pré-operatória, mas não contraindica a cirurgia para a colelitíase. Neste caso, a prioridade é resolver o problema sintomático da paciente (colelitíase). O incidentaloma adrenal, por ser pequeno e aparentemente não funcionante, não justifica uma abordagem cirúrgica imediata e mais invasiva, como uma laparotomia para investigar a adrenal. A conduta mais adequada é tratar a colelitíase por videolaparoscopia e, posteriormente, seguir o protocolo de acompanhamento para o incidentaloma adrenal.

Perguntas Frequentes

Quando um incidentaloma adrenal requer cirurgia?

Incidentalomas adrenais geralmente requerem cirurgia se forem funcionantes (produzindo hormônios em excesso) ou se tiverem características suspeitas de malignidade, como tamanho maior que 4-6 cm, crescimento rápido, ou características radiológicas atípicas.

Qual a principal indicação para colecistectomia?

A principal indicação para colecistectomia é a colelitíase sintomática, ou seja, a presença de cálculos na vesícula biliar que causam sintomas como dor em hipocôndrio direito, cólica biliar, náuseas ou vômitos, especialmente após refeições gordurosas.

Como diferenciar um incidentaloma adrenal funcionante de um não funcionante?

A diferenciação é feita por exames laboratoriais específicos para avaliar a produção de hormônios adrenais, como cortisol, aldosterona, metanefrinas e andrógenos. Níveis normais desses hormônios indicam um incidentaloma não funcionante.

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