Incidentaloma Adrenal: Investigação e Triagem Hormonal

HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2024

Enunciado

Paciente J.F.A, sexo feminino, 68 anos, hipertensa e diabética. Em investigação ambulatorial de queixa de tosse crônica, realizou tomografia de tórax, que não encontrou alterações pulmonares. Como achado adicional foi observado nodulação de 2,5 cm em adrenal esquerda. Os próximos exames a solicitar como investigação desta alteração devem ser:

Alternativas

  1. A) Biópsia guiada do nódulo adrenal e triagem de tumor produtor de catecolaminas e cortisol.
  2. B) Ressonância magnética de abdome superior e triagem de tumor produtor de catecolaminas e cortisol.
  3. C) Tomografia de adrenal e triagem de tumor produtor de catecolaminas, aldosterona e cortisol.
  4. D) Ultrassom de abdome superior e triagem de tumor produtor de catecolaminas, aldosterona e cortisol.

Pérola Clínica

Incidentaloma adrenal > 1cm → investigar funcionalidade (cortisol, aldosterona, catecolaminas) e características de imagem.

Resumo-Chave

Um incidentaloma adrenal de 2,5 cm requer investigação tanto da sua funcionalidade (produção hormonal) quanto das suas características de imagem para avaliar o risco de malignidade. A triagem hormonal é crucial, especialmente em pacientes com comorbidades como hipertensão e diabetes, que podem estar relacionadas a tumores funcionantes.

Contexto Educacional

Um incidentaloma adrenal é uma massa adrenal detectada acidentalmente em exames de imagem realizados por outras razões. Sua prevalência aumenta com a idade, sendo comum em pacientes idosos. A importância clínica reside na necessidade de excluir malignidade e, principalmente, a produção hormonal excessiva, que pode levar a condições como Síndrome de Cushing, feocromocitoma ou hiperaldosteronismo primário, com sérias consequências cardiovasculares e metabólicas. A investigação de um incidentaloma adrenal deve ser abrangente. Inicialmente, avalia-se o risco de malignidade com base nas características de imagem (tamanho, densidade, realce, wash-out) e a funcionalidade hormonal. A triagem hormonal é crucial e deve incluir dosagens para cortisol (teste de supressão com dexametasona), catecolaminas (metanefrinas plasmáticas ou urinárias) e aldosterona/renina (em hipertensos). A tomografia de adrenal com protocolo específico é o exame de imagem de escolha para caracterização. A conduta subsequente dependerá dos resultados da avaliação funcional e das características de imagem. Nódulos funcionais ou com alto risco de malignidade geralmente requerem adrenalectomia. Nódulos não funcionais e com baixo risco de malignidade podem ser acompanhados com exames de imagem e reavaliação hormonal periódica. O manejo adequado é essencial para evitar complicações e melhorar o prognóstico do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais hormônios devem ser triados em um incidentaloma adrenal?

A triagem hormonal deve incluir cortisol (para Síndrome de Cushing subclínica, com teste de supressão com dexametasona), catecolaminas (para feocromocitoma, com metanefrinas plasmáticas ou urinárias) e aldosterona/renina (para hiperaldosteronismo primário, em pacientes hipertensos).

Quando a biópsia de um nódulo adrenal é indicada?

A biópsia de um nódulo adrenal é raramente a primeira etapa e é reservada para casos onde há forte suspeita de malignidade (tamanho > 4-6 cm, características de imagem suspeitas) e o nódulo não é funcionalmente ativo, após exclusão de feocromocitoma.

Qual o papel da tomografia de adrenal na investigação?

A tomografia de adrenal com protocolo específico (com e sem contraste, com avaliação do wash-out) é fundamental para caracterizar o nódulo, avaliar seu potencial de malignidade (densidade pré-contraste, tamanho, realce e taxa de wash-out) e guiar a conduta.

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