FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2025
Uma mulher de 59 anos com doença renal crônica fez uma tomografia computadorizada de tórax para acompanhar um nódulo pulmonar estável de 1cm. Os cortes inferiores demonstraram uma massa adrenal direita de 3 cm com atenuação sem contraste maior que 10 HU (unidades Hounsfield) e o washout menor que 60%. A investigação bioquimica adicional é consistente com o nódulo não funcionante. Diante desses achados, você deve recomendar:
Incidentaloma adrenal > 4 cm OU < 4 cm com características de malignidade (HU > 10, washout < 60%) → considerar adrenalectomia, mesmo se não funcionante.
A massa adrenal de 3 cm, embora não funcionante bioquimicamente, apresenta características radiológicas suspeitas de malignidade (atenuação > 10 HU e washout < 60%). Nódulos adrenais com essas características, mesmo que menores que 4 cm, têm um risco aumentado de ser malignos e a adrenalectomia é a conduta recomendada.
Incidentalomas adrenais são massas adrenais descobertas acidentalmente em exames de imagem realizados por outras razões. A prevalência aumenta com a idade, e a maioria é benigna e não funcionante. No entanto, é crucial avaliar o potencial de malignidade e a hiperfunção hormonal. A avaliação inicial envolve exames de imagem (TC ou RM) e investigação bioquímica para excluir feocromocitoma, síndrome de Cushing e hiperaldosteronismo primário. A tomografia computadorizada com e sem contraste é fundamental para a caracterização radiológica. Nódulos com atenuação sem contraste > 10 HU e washout reduzido (washout absoluto < 60% ou relativo < 40% em 15 minutos) são considerados suspeitos para malignidade, mesmo que o tamanho seja menor que 4 cm. Nódulos com atenuação < 10 HU são geralmente adenomas ricos em lipídios e benignos. No caso da paciente, a massa de 3 cm com atenuação > 10 HU e washout < 60% indica um alto risco de malignidade, apesar de ser bioquimicamente não funcionante. Nessas situações, a adrenalectomia é a conduta recomendada para diagnóstico definitivo e tratamento, pois o risco de carcinoma adrenocortical ou metástase é significativo. A biópsia percutânea é geralmente evitada em massas adrenais suspeitas devido ao risco de disseminação tumoral e de sangramento, além de ser contraindicada em feocromocitomas não excluídos.
Critérios de malignidade incluem tamanho > 4 cm, atenuação sem contraste > 10 HU, washout relativo < 60% ou absoluto < 40%, crescimento rápido, margens irregulares e heterogeneidade.
A investigação bioquímica é sempre indicada para todos os incidentalomas adrenais para excluir feocromocitoma, síndrome de Cushing subclínica e hiperaldosteronismo primário, independentemente das características radiológicas.
Nódulos com características radiológicas suspeitas (como atenuação > 10 HU e washout reduzido) têm um risco significativo de serem malignos (carcinoma adrenocortical ou metástase), e a remoção cirúrgica é a melhor abordagem para o tratamento e estadiamento.
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