FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2020
Nos indivíduos sem uma história evidente de doença maligna, pelo menos oitenta por cento dos incidentalomas serão diagnosticados como:
Incidentaloma adrenal sem história de malignidade = 80% são adenomas corticais não funcionantes.
Incidentalomas adrenais são massas adrenais descobertas acidentalmente em exames de imagem. A grande maioria (cerca de 80%) em pacientes sem história de câncer é benigna e não funcionante, sendo adenomas corticais. A avaliação inicial foca em excluir malignidade e hiperfunção hormonal.
O incidentaloma adrenal é uma massa na glândula adrenal descoberta de forma inesperada durante exames de imagem realizados por outras razões. Sua prevalência aumenta com a idade e com a disseminação de exames de imagem de alta resolução. A principal preocupação ao se deparar com um incidentaloma é descartar a presença de malignidade e a hiperfunção hormonal, que podem ter implicações clínicas significativas. A avaliação inicial de um incidentaloma adrenal deve ser sistemática. Radiologicamente, características como densidade baixa (<10 UH na TC sem contraste) e perda de realce rápido são sugestivas de adenoma benigno rico em lipídios. Hormonalmente, é crucial rastrear feocromocitoma (metanefrinas), síndrome de Cushing (cortisol livre urinário ou teste de supressão com dexametasona) e hiperaldosteronismo (relação aldosterona/renina), especialmente em pacientes hipertensos. Na ausência de história de doença maligna prévia, a grande maioria dos incidentalomas (cerca de 80%) são adenomas corticais não funcionantes, que são benignos e não produzem excesso de hormônios. O manejo desses casos geralmente envolve acompanhamento clínico e radiológico, enquanto os incidentalomas funcionantes ou suspeitos de malignidade podem requerer intervenção cirúrgica.
A primeira etapa é a exclusão de malignidade e de hiperfunção hormonal. Isso envolve a análise das características radiológicas da massa e a realização de exames laboratoriais para rastrear feocromocitoma, síndrome de Cushing e hiperaldosteronismo.
Os exames incluem metanefrinas plasmáticas ou urinárias para feocromocitoma, cortisol livre urinário de 24 horas ou teste de supressão com dexametasona para síndrome de Cushing, e relação aldosterona/atividade de renina plasmática para hiperaldosteronismo.
Características radiológicas como tamanho > 4-6 cm, densidade > 10 UH na tomografia sem contraste, realce tardio, margens irregulares e crescimento rápido são sugestivas de malignidade e requerem investigação mais aprofundada.
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