Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2023
A lesão mais comumente associada aos incidentalomas é:
Incidentaloma adrenal mais comum = adenoma (não funcionante).
Incidentalomas adrenais são achados comuns em exames de imagem. A maioria é benigna e não funcionante (adenomas), mas é crucial excluir lesões malignas (carcinoma, metástase) ou funcionantes (feocromocitoma, Cushing, aldosteronoma) através de avaliação laboratorial e radiológica.
Incidentalomas adrenais são massas adrenais descobertas acidentalmente em exames de imagem realizados por outras razões. Sua prevalência aumenta com a idade, sendo encontrados em até 10% das autópsias. A importância clínica reside na necessidade de diferenciar lesões benignas e não funcionantes (a maioria) de lesões malignas (carcinoma adrenocortical, metástases) ou funcionantes (feocromocitoma, síndrome de Cushing, aldosteronoma), que requerem intervenção específica. A fisiopatologia dos adenomas adrenais, a lesão mais comum, envolve proliferação benigna de células corticais. O diagnóstico diferencial é crucial e baseia-se em características radiológicas (tamanho, densidade, lavagem de contraste) e avaliação hormonal. Suspeita-se de malignidade em lesões maiores que 4-6 cm, com alta densidade na TC (>10 UH sem contraste) ou crescimento rápido. A avaliação hormonal inclui rastreamento para feocromocitoma (metanefrinas), síndrome de Cushing (teste de supressão com dexametasona) e hiperaldosteronismo primário (relação aldosterona/renina). O tratamento depende da natureza da lesão. Adenomas não funcionantes pequenos (<4 cm) geralmente requerem apenas acompanhamento. Lesões funcionantes ou com características suspeitas de malignidade são candidatas à adrenalectomia. O prognóstico é excelente para adenomas benignos, mas reservado para carcinomas adrenocorticais. A abordagem multidisciplinar é fundamental para o manejo adequado.
A avaliação inicial inclui exames hormonais para excluir funcionalidade (metanefrinas plasmáticas/urinárias, cortisol pós-dexametasona, aldosterona/renina) e características radiológicas para avaliar risco de malignidade.
A cirurgia é indicada para lesões funcionantes, lesões com características radiológicas suspeitas de malignidade (tamanho >4-6 cm, alta densidade, crescimento rápido) ou em casos de biópsia positiva para malignidade.
Adenomas são lesões benignas, geralmente menores, com baixa densidade na TC e sem captação significativa de contraste. Carcinomas são malignos, maiores, heterogêneos, com alta densidade e captação/lavagem atípica de contraste.
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