SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2021
Uma mulher de 40 anos se envolveu em um acidente automobilístico, no qual foi submetida a uma tomografia computadorizada de abdome que deu negativo para qualquer lesão. No entanto, um nódulo adrenal direito de 1,7 cm foi acidentalmente observado. Um incidentaloma adrenal é uma massa descoberta incidentalmente em exames de imagens. Aproximadamente 5% dos pacientes submetidos a uma TC abdominal terão uma massa adrenal descoberta acidentalmente. Marque a alternativa CORRETA sobre o nódulo mais comum encontrado acidentalmente em uma TC na glândula adrenal:
Incidentaloma adrenal mais comum = adenoma benigno não funcional.
Incidentalomas adrenais são achados comuns em exames de imagem. A maioria é benigna e não funcional, sendo o adenoma o tipo histológico mais frequente. A avaliação inicial foca em excluir malignidade e hiperfunção hormonal.
O incidentaloma adrenal é uma massa adrenal descoberta acidentalmente em exames de imagem, como a tomografia computadorizada de abdome. É um achado relativamente comum, presente em aproximadamente 5% dos pacientes submetidos a TC abdominal, e sua prevalência aumenta com a idade. A importância clínica reside na necessidade de diferenciar lesões benignas e não funcionais (a grande maioria) de lesões malignas ou funcionalmente ativas, que podem requerer intervenção específica. O adenoma adrenal benigno não funcional é o tipo mais comum de incidentaloma adrenal. A avaliação de um incidentaloma adrenal envolve uma abordagem sistemática. Primeiramente, é crucial avaliar o risco de malignidade com base nas características radiológicas (tamanho, densidade, captação de contraste) e, em seguida, investigar a presença de hiperfunção hormonal através de testes bioquímicos específicos para descartar feocromocitoma, síndrome de Cushing subclínica e hiperaldosteronismo primário. A densidade do nódulo na TC sem contraste é um marcador importante, com lesões <10 UH sendo altamente sugestivas de adenoma rico em lipídios. O manejo depende dos resultados da avaliação. Nódulos pequenos (<4 cm), com características benignas na imagem e sem hiperfunção hormonal, geralmente requerem apenas acompanhamento. Nódulos maiores (>4-6 cm), com características suspeitas de malignidade ou que demonstram hiperfunção hormonal, podem necessitar de biópsia ou ressecção cirúrgica. É fundamental que residentes compreendam essa abordagem para evitar intervenções desnecessárias ou, inversamente, a subestimação de condições graves.
Os principais tipos incluem adenomas adrenais (o mais comum), cistos, mielolipomas, feocromocitomas, carcinomas adrenocorticais e metástases. A maioria é benigna e não funcional.
A avaliação inicial foca em duas frentes: exclusão de malignidade (tamanho, características radiológicas) e exclusão de hiperfunção hormonal (síndrome de Cushing subclínica, feocromocitoma, hiperaldosteronismo primário) através de testes laboratoriais específicos.
A cirurgia é indicada para nódulos com características suspeitas de malignidade (tamanho > 4-6 cm, crescimento rápido, características de imagem atípicas) ou para nódulos funcionais que causam síndromes hormonais (ex: feocromocitoma, síndrome de Cushing).
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