UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2026
Um estudo de coorte detectou incidência de 24% da doença D entre expostos a um fator de risco. Sabendo que o exame diagnóstico para detectar essa incidência tinha sensibilidade de 100% e especificidade de 80%, qual teria sido a verdadeira incidência de D nessa coorte?
Incidência Observada = (Sensibilidade × Incidência Real) + [(1 - Especificidade) × (1 - Incidência Real)].
Testes com especificidade < 100% geram falsos-positivos, inflando a incidência observada. A incidência real é calculada ajustando-se os erros inerentes ao teste diagnóstico.
Em epidemiologia, a validade de um estudo depende da acurácia dos instrumentos de medida. Quando utilizamos testes diagnósticos em uma coorte, os resultados positivos incluem os verdadeiros doentes e os falsos-positivos. O ajuste matemático permite estimar a carga real da doença na população, sendo fundamental para o planejamento de políticas de saúde e interpretação de ensaios clínicos.
A especificidade mede a capacidade do teste de identificar corretamente os indivíduos saudáveis. Se a especificidade é de 80%, significa que 20% dos indivíduos sem a doença testarão positivo (falsos-positivos). Isso aumenta artificialmente a incidência observada, especialmente em doenças raras.
Se a sensibilidade for baixa, o teste deixará de detectar casos reais (falsos-negativos), o que tenderia a reduzir a incidência observada. No cálculo da incidência real, ambos os parâmetros (S e E) devem ser ponderados para encontrar o valor populacional fidedigno.
A fórmula é: P(Real) = [P(Obs) + Esp - 1] / [Sens + Esp - 1]. No caso: [0,24 + 0,80 - 1] / [1,00 + 0,80 - 1] = 0,04 / 0,80 = 0,05 ou 5%. É uma ferramenta essencial para epidemiologistas corrigirem vieses de aferição.
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