PMC - Prefeitura Municipal de Curitiba / SMS (PR) — Prova 2020
Num paciente idoso, com quadro infeccioso de qualquer natureza, temos que ficar atentos para não ter atraso no diagnóstico. Sendo assim, o que é verdadeiro afirmar:
Idoso com infecção: febre ausente (imunosenescência) + sintomas atípicos (confusão mental).
Em pacientes idosos, a resposta imunológica é atenuada devido à imunosenescência, o que pode levar à ausência de febre mesmo em quadros infecciosos graves. Além disso, as infecções frequentemente se manifestam com sintomas atípicos e inespecíficos, como confusão mental aguda (delirium), queda, anorexia ou prostração, dificultando o diagnóstico precoce.
O diagnóstico de infecções em pacientes idosos representa um desafio significativo devido às particularidades fisiológicas do envelhecimento. A imunosenescência, que é o declínio progressivo da função imune com a idade, altera a resposta do organismo aos patógenos, tornando os idosos mais suscetíveis a infecções e com apresentações clínicas atípicas. Diferentemente dos adultos jovens, idosos com infecções graves podem não apresentar febre ou leucocitose significativa. Em vez disso, manifestam sintomas inespecíficos como confusão mental aguda (delirium), prostração, anorexia, quedas recorrentes, desidratação ou piora súbita do estado funcional. A ausência de febre não deve, portanto, afastar a suspeita de infecção. A alta suspeição clínica é fundamental para o diagnóstico precoce e o manejo adequado. A avaliação deve ser abrangente, considerando a história clínica, o exame físico detalhado e exames laboratoriais complementares, mesmo na ausência de sinais clássicos. O atraso no diagnóstico e tratamento pode levar a desfechos mais graves, incluindo sepse e mortalidade.
A ausência de febre em idosos é comum devido à imunosenescência, que é a diminuição da capacidade de resposta imune com o envelhecimento, atenuando a resposta inflamatória.
Sintomas atípicos incluem confusão mental aguda (delirium), quedas, anorexia, prostração, incontinência urinária ou piora funcional súbita.
A imunosenescência dificulta o diagnóstico ao mascarar os sinais clássicos de infecção, exigindo uma alta suspeição clínica e a valorização de sintomas inespecíficos.
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