SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2015
A imunoprofilaxia anti-D tornou a eritroblastose fetal determinada pela sensibilização ao antígeno D uma doença prevenível. A imunoglobulina anti-D neutraliza os antígenos RhD das hemácias fetais, e assim é efetiva na prevenção da aloimunização RhD. De acordo com a sua finalidade, qual das alternativas abaixo está INCORRETA?
Gestação molar completa não requer imunoprofilaxia anti-D, pois não há tecido fetal com antígenos Rh.
A gestação molar completa é caracterizada pela ausência de tecido fetal e, portanto, não há hemácias fetais com antígeno Rh para sensibilizar a mãe. Assim, a imunoprofilaxia anti-D não é indicada neste cenário.
A aloimunização RhD é uma condição grave que pode levar à eritroblastose fetal, uma doença hemolítica do recém-nascido com alto risco de morbimortalidade. A imunoprofilaxia com imunoglobulina anti-D revolucionou a prevenção dessa doença, sendo uma das maiores conquistas da medicina obstétrica. É fundamental que residentes compreendam suas indicações e contraindicações. A imunoglobulina anti-D atua neutralizando as hemácias fetais RhD positivas que podem entrar na circulação materna, impedindo a sensibilização do sistema imune da mãe. As indicações incluem profilaxia de rotina no terceiro trimestre (28-30 semanas) para gestantes Rh negativas não sensibilizadas, e profilaxia pós-evento em situações de risco de hemorragia feto-materna, como abortos, prenhez ectópica, procedimentos invasivos e trauma abdominal. É crucial saber que a imunoprofilaxia anti-D não é indicada em todas as situações. Por exemplo, em gestações molares completas, onde não há tecido fetal com antígenos Rh, a administração é desnecessária. Da mesma forma, mães já sensibilizadas (com anticorpos anti-D detectáveis) não se beneficiam da profilaxia. O conhecimento preciso dessas diretrizes é essencial para a prática clínica segura e eficaz.
É recomendada rotineiramente entre a 28ª e 30ª semana de gestação em gestantes Rh negativas não sensibilizadas com parceiro Rh positivo ou desconhecido.
Após abortamento (espontâneo ou induzido), prenhez ectópica, biópsia de vilo corial, amniocentese, cordocentese, trauma abdominal, sangramento vaginal e versão cefálica externa.
Ela se liga aos antígenos RhD das hemácias fetais que entram na circulação materna, prevenindo que o sistema imune materno reconheça e produza anticorpos contra eles, evitando a sensibilização.
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