SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2020
O trauma em operações de grande porte resulta em imunossupressão do paciente. O elemento utilizado na dieta enteral com o propósito de estimular o sistema imune que também encerra ação anti-inflamatória é:
Ácidos graxos ômega 3 (EPA/DHA) → imunonutrição com ação anti-inflamatória em pacientes cirúrgicos.
Os ácidos graxos ômega 3, como o EPA e o DHA, são componentes chave da imunonutrição em pacientes cirúrgicos e traumatizados. Eles possuem potentes propriedades anti-inflamatórias e imunomoduladoras, auxiliando na recuperação e na redução da imunossupressão pós-operatória.
O trauma cirúrgico de grande porte induz uma resposta inflamatória sistêmica e imunossupressão, o que pode aumentar o risco de infecções e complicações pós-operatórias. A imunonutrição visa modular essa resposta, fornecendo nutrientes específicos que otimizam a função imune e reduzem a inflamação. É uma estratégia importante na recuperação de pacientes críticos. Os ácidos graxos ômega 3, especialmente o ácido eicosapentaenoico (EPA) e o ácido docosahexaenoico (DHA), são reconhecidos por suas potentes propriedades anti-inflamatórias e imunomoduladoras. Eles atuam alterando a composição lipídica das membranas celulares e modulando a produção de mediadores inflamatórios, como citocinas e eicosanoides, promovendo um perfil anti-inflamatório. A inclusão de ácidos graxos ômega 3 em dietas enterais para pacientes cirúrgicos tem demonstrado benefícios na redução da resposta inflamatória, na melhora da função imune e na diminuição da incidência de complicações infecciosas, contribuindo para uma recuperação mais rápida e com menos morbidade.
Imunonutrição é a suplementação nutricional com nutrientes específicos (como arginina, glutamina, ácidos graxos ômega 3) que modulam a resposta imune. É indicada em pacientes desnutridos ou em risco nutricional submetidos a cirurgias de grande porte, especialmente oncológicas, para melhorar desfechos.
Os ácidos graxos ômega 3 (EPA e DHA) são precursores de eicosanoides com menor potencial inflamatório (leucotrienos e prostaglandinas da série 3) e de mediadores anti-inflamatórios como resolvinas e protectinas, modulando a resposta imune e reduzindo a inflamação sistêmica.
Além dos ácidos graxos ômega 3, outros nutrientes imunomoduladores incluem arginina (melhora função de linfócitos T e cicatrização), glutamina (integridade da barreira intestinal e função imune) e nucleotídeos.
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