UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2021
Dentre os indicadores preditivos no exame de imunohistoquímica de neoplasias malignas da mama, são descritos no referido exame, EXCETO:
Imunohistoquímica para câncer de mama avalia HER-2 e receptores hormonais (estrogênio/progesterona), não o gene BRCA1.
A imunohistoquímica é essencial para classificar o câncer de mama e guiar a terapia, identificando a expressão de proteínas como HER-2 e receptores hormonais. O gene BRCA1, por outro lado, é um marcador genético de risco hereditário, detectado por testes genéticos, não por imunohistoquímica.
A imunohistoquímica (IHQ) é uma ferramenta diagnóstica e prognóstica fundamental na oncologia mamária, permitindo a identificação de proteínas específicas nas células tumorais. Essa técnica é crucial para a classificação molecular do câncer de mama, que orienta as decisões terapêuticas e estima o prognóstico da paciente. Os principais biomarcadores avaliados por IHQ incluem a oncoproteína HER-2 e os receptores hormonais de estrogênio (RE) e progesterona (RP), que são alvos para terapias específicas. A superexpressão de HER-2 indica um subtipo de tumor mais agressivo, mas que responde bem a terapias anti-HER2. A presença de RE e/ou RP positivos permite o uso de terapia endócrina, que bloqueia o estímulo hormonal ao crescimento tumoral. A combinação desses marcadores define os subtipos luminais (A e B), HER-2 positivo e triplo-negativo, cada um com abordagens terapêuticas distintas. O conhecimento desses marcadores é essencial para a personalização do tratamento e otimização dos resultados. É importante distinguir esses marcadores preditivos de genes como o BRCA1 (e BRCA2), que são genes de predisposição hereditária ao câncer. Mutações no gene BRCA1 não são detectadas por imunohistoquímica, mas sim por testes genéticos moleculares realizados em amostras de sangue ou saliva. Embora a presença de mutações BRCA1 possa influenciar a escolha de algumas terapias (como inibidores de PARP em câncer de mama metastático triplo-negativo), sua principal função é identificar indivíduos com alto risco de desenvolver câncer, permitindo rastreamento intensificado e medidas preventivas. A questão ressalta a importância de compreender a aplicação correta de cada tipo de exame em oncologia.
Os principais marcadores preditivos avaliados por imunohistoquímica no câncer de mama são a oncoproteína HER-2, o receptor hormonal de estrogênio (RE) e o receptor hormonal de progesterona (RP). A expressão desses marcadores é crucial para classificar o subtipo molecular do tumor e determinar a elegibilidade para terapias-alvo específicas, como anti-HER2 ou terapia endócrina.
A presença de superexpressão de HER-2 indica que o tumor pode se beneficiar de terapias anti-HER2, como o trastuzumabe. Tumores com expressão de RE e/ou RP são elegíveis para terapia endócrina, que bloqueia a ação dos hormônios. A ausência desses marcadores define o câncer de mama triplo-negativo, que não responde a essas terapias-alvo e é tratado com quimioterapia.
O gene BRCA1 é um gene supressor tumoral envolvido na reparação do DNA, e mutações nele conferem um risco aumentado de câncer de mama e ovário hereditários. Ele é um marcador genético de predisposição, não um biomarcador de expressão proteica avaliado por imunohistoquímica. A detecção de mutações no BRCA1 é feita por testes genéticos moleculares, não por análise imuno-histoquímica do tecido tumoral.
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