Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2025
Assinale a alternativa correta quanto à população pediátrica que poderia se beneficiar do uso de imunoglobulina intravenosa no ambiente de UTI Pediátrica:
IVIG é indicada para Síndrome do Choque Tóxico, Doença de Kawasaki e outras imunodeficiências em pediatria.
A imunoglobulina intravenosa (IVIG) possui um papel imunomodulador importante em diversas condições pediátricas graves. Na Síndrome do Choque Tóxico, ela ajuda a neutralizar as superantígenos bacterianos, reduzindo a resposta inflamatória sistêmica e melhorando o prognóstico.
A imunoglobulina intravenosa (IVIG) é uma preparação de anticorpos policlonais derivados de plasma humano, utilizada em diversas condições clínicas devido aos seus efeitos imunomoduladores e de reposição. Em pediatria, seu uso na UTI é reservado para situações específicas onde há evidência de benefício. A fisiopatologia das condições que respondem à IVIG geralmente envolve disfunção imune, autoimunidade ou a presença de toxinas que podem ser neutralizadas pelos anticorpos. A IVIG atua de várias maneiras, incluindo neutralização de toxinas e superantígenos, modulação da ativação de células T e B, e inibição da inflamação. As indicações para IVIG em UTI pediátrica incluem, notadamente, a Síndrome do Choque Tóxico (SCT), onde neutraliza superantígenos bacterianos e melhora o prognóstico. Outras indicações bem estabelecidas são a Doença de Kawasaki, Síndrome de Guillain-Barré e certas imunodeficiências primárias. É crucial que os residentes compreendam as indicações precisas para evitar o uso inadequado e otimizar os recursos.
Na Síndrome do Choque Tóxico, a IVIG atua neutralizando as superantígenos bacterianos (produzidos por Staphylococcus ou Streptococcus) e modulando a resposta imune, o que reduz a inflamação sistêmica e a lesão tecidual.
Outras indicações importantes incluem a Doença de Kawasaki, Síndrome de Guillain-Barré, Púrpura Trombocitopênica Idiopática, certas imunodeficiências primárias e, em alguns casos, a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (MIS-C).
A eficácia da IVIG no choque séptico viral ou como profilaxia em prematuros extremos não é consistentemente comprovada e não é uma indicação rotineira, diferentemente de condições como a Síndrome do Choque Tóxico.
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