HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2025
Qual das seguintes é uma indicação para administração de imunoglobulina Rh no primeiro trimestre da gravidez?
Mãe Rh negativo com sangramento vaginal no 1º trimestre → administrar imunoglobulina anti-Rh para prevenir isoimunização.
A administração de imunoglobulina anti-Rh é crucial para gestantes Rh negativo que apresentam sangramento vaginal no primeiro trimestre, pois o sangramento pode indicar uma mistura de sangue materno e fetal, com risco de isoimunização e complicações em gestações futuras.
A imunoglobulina anti-Rh (RhoGAM) é um medicamento essencial na obstetrícia para prevenir a isoimunização Rh em gestantes Rh negativo. A isoimunização ocorre quando uma mãe Rh negativo é exposta ao sangue Rh positivo do feto, geralmente durante o parto, aborto, procedimentos invasivos ou sangramentos na gravidez. Essa exposição leva à produção de anticorpos maternos que podem atacar as hemácias do feto em gestações subsequentes, causando a doença hemolítica do recém-nascido (DHRN), uma condição grave que pode levar à anemia fetal, hidropsia e óbito. A profilaxia com imunoglobulina anti-Rh é indicada em diversas situações de risco onde pode ocorrer a passagem de hemácias fetais para a circulação materna. No primeiro trimestre, a principal indicação é para gestantes Rh negativo que apresentem sangramento vaginal, pois isso pode ser um sinal de intercâmbio de sangue materno-fetal, mesmo em pequenas quantidades. Outras indicações importantes incluem aborto espontâneo ou induzido, gravidez ectópica, mola hidatiforme, amniocentese, biópsia de vilo corial e trauma abdominal. A imunoglobulina anti-Rh age destruindo as hemácias fetais Rh positivo que possam ter entrado na circulação materna antes que o sistema imunológico da mãe possa produzir seus próprios anticorpos. A administração deve ser feita o mais rápido possível após o evento de risco, idealmente dentro de 72 horas, para ser eficaz. Além dessas situações de risco, a profilaxia de rotina também é recomendada em torno da 28ª semana de gestação e, se o recém-nascido for Rh positivo, uma dose pós-parto.
A imunoglobulina anti-Rh age destruindo as hemácias fetais Rh positivo que possam ter entrado na circulação materna, antes que o sistema imunológico da mãe possa produzir seus próprios anticorpos anti-Rh, prevenindo a isoimunização.
Outras indicações incluem aborto (espontâneo ou induzido), gravidez ectópica, mola hidatiforme, procedimentos invasivos como amniocentese ou biópsia de vilo corial, trauma abdominal e profilaxia de rotina na 28ª semana de gestação.
A dose padrão é de 50 a 300 mcg, dependendo do evento, e deve ser administrada o mais rápido possível após o evento de risco (ex: sangramento vaginal), idealmente dentro de 72 horas para máxima eficácia.
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