Imunoglobulina Anti-Rh: Indicações e Prevenção da Isoimunização

HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2021

Enunciado

A imunoglobulina anti-RH está indicada em qual situação?

Alternativas

  1. A) Puérpera Rh negativa, Coombs indireto negativo e RN Rh negativo.
  2. B) Puérpera Rh negativa, Coombs indireto positivo e RN RH negativo.
  3. C) Puérpera Rh negativa, Coombs indireto negativo e RN Rh positivo.
  4. D) Puérpera Rh negativa, Coombs indireto positivo e RN .Rh positivo.
  5. E) Gestante Rh negativa submetida à hemotransfusão de sangue Rh negativo.

Pérola Clínica

Imunoglobulina anti-Rh → puérpera Rh- + Coombs indireto- + RN Rh+.

Resumo-Chave

A imunoglobulina anti-Rh é administrada para prevenir a isoimunização Rh em mães Rh negativas que tiveram contato com sangue Rh positivo do feto. A indicação clássica é na puérpera Rh negativa, com Coombs indireto negativo (indicando ausência de isoimunização prévia) e cujo recém-nascido é Rh positivo.

Contexto Educacional

A imunoglobulina anti-Rh é um pilar fundamental na prevenção da Doença Hemolítica do Recém-Nascido (DHRN), uma condição grave que pode ocorrer quando uma mãe Rh negativa é exposta ao sangue Rh positivo de seu feto, desenvolvendo anticorpos que podem atacar futuras gestações. A profilaxia é crucial para evitar a isoimunização materna. A indicação principal da imunoglobulina anti-Rh é para gestantes Rh negativas que não estão isoimunizadas (Coombs indireto negativo) e que têm risco de exposição a sangue fetal Rh positivo. Isso inclui a profilaxia de rotina na 28ª semana de gestação e, mais criticamente, no pós-parto, quando a mãe é Rh negativa, o recém-nascido é Rh positivo e o Coombs indireto materno permanece negativo. Outras situações de risco incluem aborto, gravidez ectópica, sangramento vaginal, amniocentese e trauma abdominal. A imunoglobulina anti-Rh age destruindo os glóbulos vermelhos fetais Rh positivos que entram na circulação materna antes que o sistema imune da mãe possa reconhecê-los e produzir anticorpos. É vital que a administração ocorra dentro de 72 horas após o parto ou evento de risco para máxima eficácia. A falha em administrar ou a administração em uma mãe já isoimunizada são erros comuns que podem comprometer a prevenção da DHRN.

Perguntas Frequentes

Quando a imunoglobulina anti-Rh deve ser administrada?

A imunoglobulina anti-Rh é administrada profilaticamente em gestantes Rh negativas em torno da 28ª semana de gestação e, novamente, em puérperas Rh negativas com Coombs indireto negativo, cujo recém-nascido é Rh positivo, dentro de 72 horas pós-parto.

Qual o mecanismo de ação da imunoglobulina anti-Rh?

A imunoglobulina anti-Rh atua ligando-se aos eritrócitos fetais Rh positivos que podem ter entrado na circulação materna, prevenindo que o sistema imune da mãe reconheça esses antígenos e produza seus próprios anticorpos anti-Rh.

Por que o Coombs indireto materno é importante para a indicação?

O Coombs indireto negativo na mãe indica que ela ainda não produziu anticorpos anti-Rh. Se o Coombs indireto for positivo, significa que a isoimunização já ocorreu, e a imunoglobulina anti-Rh não será eficaz.

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