AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2025
Joana, 31anos, gestante Rh-D negativo casada com Antônlo Rh-D negatlvo. Em qual das situações abaixo é necessária a adminlstraçăo de imunoglobulina anti-Rh?
Gestante Rh-D negativo não sensibilizada → imunoglobulina anti-Rh em eventos com risco de hemorragia fetomaterna (ex: gestação ectópica).
A imunoglobulina anti-Rh é administrada a gestantes Rh-D negativo não sensibilizadas para prevenir a aloimunização em situações de risco de hemorragia fetomaterna, como gestação ectópica, aborto, trauma ou procedimentos invasivos, mesmo que o status Rh do pai seja negativo, por precaução.
A incompatibilidade Rh é uma condição que pode levar à doença hemolítica perinatal (DHPN), uma causa importante de morbidade e mortalidade fetal e neonatal. A profilaxia com imunoglobulina anti-Rh (anti-D) é uma das maiores conquistas da obstetrícia moderna, prevenindo a aloimunização materna e, consequentemente, a DHPN em gestações futuras. É crucial que residentes compreendam as indicações precisas para sua administração. A imunoglobulina anti-Rh age neutralizando os eritrócitos fetais Rh-positivos que possam ter entrado na circulação materna, impedindo que o sistema imune da mãe produza anticorpos anti-Rh. A administração é necessária em gestantes Rh-D negativo que não estão sensibilizadas (Coombs indireto negativo) e que são expostas a sangue fetal Rh-positivo. Isso ocorre em diversas situações, como aborto (espontâneo ou induzido), gestação ectópica, trauma abdominal, procedimentos invasivos (amniocentese, cordocentese, biópsia de vilo corial), versão cefálica externa e, rotineiramente, por volta das 28 semanas de gestação e após o parto de um concepto Rh-positivo. Embora a premissa da questão indique que o pai é Rh-D negativo, o que implicaria um feto Rh-D negativo e, portanto, ausência de risco de aloimunização Rh-D, a prática clínica em situações de emergência como uma gestação ectópica rota muitas vezes preconiza a administração da imunoglobulina anti-Rh para gestantes Rh-D negativo não sensibilizadas. Isso ocorre como uma medida de precaução, considerando a possibilidade de incertezas na determinação do Rh paterno, paternidade não confirmada ou exposição prévia a sangue Rh-positivo. Assim, a laparotomia para gestação ectópica rota é uma indicação clássica para a profilaxia em gestantes Rh-D negativo não sensibilizadas.
A imunoglobulina anti-Rh é indicada para gestantes Rh-D negativo não sensibilizadas em situações de risco de hemorragia fetomaterna, como aborto (espontâneo ou induzido), gestação ectópica, trauma abdominal, procedimentos invasivos (amniocentese, cordocentese) e profilaxia de rotina (28 semanas e pós-parto se concepto Rh positivo).
Uma gestação ectópica rota, especialmente se houver sangramento, representa um risco significativo de hemorragia fetomaterna. Embora o pai seja Rh-negativo, a administração é uma medida de precaução padrão para gestantes Rh-negativo não sensibilizadas em eventos com potencial de mistura sanguínea, devido a possíveis incertezas (ex: paternidade, gestações anteriores).
Não é necessária se a gestante já estiver sensibilizada (Coombs indireto reagente), ou se o concepto for Rh-D negativo após o parto e não houver outros fatores de risco para aloimunização.
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