UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
Pode-se afirmar, sobre o tratamento da doença inflamatória intestinal com antiTNF, que:
Anticorpos anti-infliximabe (ADA) → ↑ risco de reações infusionais e ↓ eficácia terapêutica.
A formação de anticorpos contra agentes anti-TNF (imunogenicidade) está diretamente ligada à perda de resposta clínica e ao aumento de eventos adversos durante a infusão.
O infliximabe é um anticorpo monoclonal quimérico (parte camundongo, parte humano), o que o torna inerentemente mais imunogênico que anticorpos totalmente humanos. A monitorização terapêutica (Therapeutic Drug Monitoring - TDM) permite medir os níveis séricos da droga e a presença de anticorpos, guiando ajustes de dose ou troca de terapia. As reações infusionais podem ser prevenidas com pré-medicação (corticoides e anti-histamínicos) em pacientes de risco, mas a estratégia mais eficaz a longo prazo é a manutenção de níveis estáveis da droga através de infusões regulares em intervalos fixos, evitando o regime 'on-demand'.
A presença de anticorpos anti-droga (ADA) neutraliza a molécula do medicamento, reduzindo seus níveis séricos e levando à perda de resposta clínica. Além disso, a formação de complexos imunes aumenta significativamente o risco de reações infusionais agudas (como anafilaxia ou hipotensão) e reações tardias (tipo doença do soro).
Sim, o uso combinado de infliximabe com imunomoduladores (como azatioprina ou metotrexato), conhecido como 'combo therapy', reduz comprovadamente a imunogenicidade do biológico, diminuindo a formação de anticorpos e mantendo níveis terapêuticos da droga por mais tempo.
Sim. Se um paciente desenvolve anticorpos contra o infliximabe e perde a resposta, a conduta pode ser a troca para outro anti-TNF (como adalimumabe) ou para uma classe diferente de biológico (como anti-integrinas ou anti-interleucinas), dependendo do cenário clínico e da disponibilidade.
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