SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025
Um paciente de 45 anos de idade compareceu à consulta relatando fadiga progressiva, perda de peso de 7 kg nos últimos três meses e febre noturna. Refere linfonodos aumentados e indolores no pescoço e nas axilas. Ao exame físico, apresentou PA = 120 mmHg X 80 mmHg, FC = 88 bpm, FR = 18 irpm, SatO2 = 97%, linfonodomegalia cervical e axilar bilateral, não aderida a planos profundos, com cerca de 3 cm. de diâmetro. Os exames laboratoriais mostraram Hb=10,8 g/dL, leucócitos 12.000/mm², linfócitos plaquetas 180.000/mm².\n\nQual é o principal marcador imunofenotípico utilizado na classificação de linfomas?
CD20 = Principal marcador de linhagem B em linfomas e alvo terapêutico do Rituximabe.
A imunofenotipagem é essencial para classificar linfomas; o CD20 identifica células de linhagem B madura, sendo o marcador mais utilizado na prática.
O diagnóstico dos linfomas baseia-se na integração de dados clínicos, morfológicos e imunofenotípicos. Pacientes com linfonodomegalia persistente e sintomas B (febre, perda de peso, sudorese noturna) devem ser submetidos a biópsia excisional. O CD20 destaca-se como o marcador mais relevante na hematologia oncológica, não apenas por sua utilidade diagnóstica na identificação de linfomas de células B, mas também por ser o alvo do Rituximabe, um anticorpo monoclonal que revolucionou o tratamento dessas neoplasias.
O CD20 é uma proteína expressa na superfície de linfócitos B, desde o estágio de célula pré-B até o linfócito B maduro. Ele é o principal marcador utilizado para identificar neoplasias de linhagem B, como a maioria dos linfomas não-Hodgkin.
Enquanto o CD20 é o marcador clássico para linfócitos B, o CD3 é o marcador fundamental para linfócitos T. Essa diferenciação é crucial para classificar o tipo de linfoma e definir o protocolo quimioterápico.
Apenas a morfologia (biópsia) não é suficiente para determinar o subtipo exato do linfoma. A imunofenotipagem (por imuno-histoquímica ou citometria de fluxo) permite identificar proteínas específicas que guiam o prognóstico e o uso de terapias alvo.
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