Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2019
Das imunodeficiências congênitas, qual o grupo de maior incidência em crianças:
Imunodeficiências primárias mais comuns em crianças = Imunodeficiências humorais (Linfócito B).
As imunodeficiências humorais, que afetam a produção de anticorpos pelos linfócitos B, são o grupo mais prevalente de imunodeficiências congênitas em crianças, predispondo a infecções bacterianas recorrentes.
As imunodeficiências primárias (IDP) são um grupo heterogêneo de doenças genéticas que afetam um ou mais componentes do sistema imunológico. Elas se manifestam por uma maior suscetibilidade a infecções, autoimunidade, inflamação e malignidade. A epidemiologia mostra que as imunodeficiências humorais, que comprometem a produção de anticorpos pelos linfócitos B, são o grupo de maior incidência na população pediátrica, representando cerca de 50-60% de todos os casos de IDP. A fisiopatologia das imunodeficiências humorais envolve defeitos na maturação ou função dos linfócitos B, resultando em deficiência de imunoglobulinas. Isso leva a uma incapacidade de combater eficazmente patógenos extracelulares, principalmente bactérias encapsuladas. O diagnóstico precoce é crucial e baseia-se na história clínica de infecções recorrentes, exames laboratoriais como dosagem de imunoglobulinas e avaliação da resposta a vacinas. O tratamento das imunodeficiências humorais geralmente envolve a reposição de imunoglobulinas intravenosas ou subcutâneas, além do manejo agressivo das infecções. O prognóstico varia conforme o tipo específico e a gravidade da deficiência, mas a terapia de reposição tem melhorado significativamente a qualidade de vida e a sobrevida dos pacientes. É fundamental que residentes e estudantes estejam aptos a reconhecer os sinais de alerta para um encaminhamento e tratamento oportunos.
As imunodeficiências humorais, caracterizadas por deficiência na produção de anticorpos pelos linfócitos B, são o grupo mais comum em crianças.
Crianças com imunodeficiência humoral frequentemente apresentam infecções bacterianas recorrentes, especialmente de vias aéreas superiores e inferiores, como otites, sinusites e pneumonias.
O diagnóstico envolve a dosagem de imunoglobulinas séricas (IgG, IgA, IgM) e a avaliação da resposta vacinal, além de testes genéticos específicos em alguns casos.
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