SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2020
C.H.L., lactente de 23 meses, apresenta em sua história pelo menos 3 sinais de alarme para imunodeficiência. Na investigação inicial, além dos exames direcionados para as imunodeficiências primárias, qual deve ser incluído para investigar a principal causa de imunodeficiência secundária nesta faixa etária?
Lactente com sinais de alarme para imunodeficiência → Investigar HIV como principal causa secundária.
Em lactentes com sinais de alarme para imunodeficiência, a infecção por HIV é a principal causa de imunodeficiência secundária e deve ser ativamente investigada. O diagnóstico precoce é crucial para iniciar o tratamento antirretroviral e prevenir infecções oportunistas graves.
A imunodeficiência em lactentes é um quadro clínico desafiador, que pode ser primário (congênito) ou secundário (adquirido). A identificação precoce dos sinais de alarme é crucial para direcionar a investigação e o manejo adequado, impactando diretamente o prognóstico da criança. A imunodeficiência secundária é mais comum que a primária e, em países com alta prevalência, a infecção por HIV é a principal causa a ser considerada. A infecção por HIV em crianças ocorre predominantemente por transmissão vertical, e a doença pode se manifestar com infecções oportunistas, falha de crescimento, diarreia crônica e outras complicações. A investigação deve ser abrangente, mas priorizar as causas mais prevalentes e tratáveis. A sorologia anti-HIV é o primeiro passo, mas em lactentes, a confirmação exige testes virológicos devido à passagem de anticorpos maternos. O diagnóstico precoce do HIV permite o início imediato da terapia antirretroviral, que pode alterar drasticamente o curso da doença, prevenindo a progressão para SIDA e melhorando a qualidade de vida. É fundamental que residentes e profissionais de saúde estejam aptos a reconhecer os sinais de alarme e a conduzir a investigação de forma eficiente.
Os sinais de alarme incluem infecções recorrentes ou graves (otites, pneumonias, sinusites), infecções oportunistas, diarreia crônica, falha de crescimento e linfadenopatia persistente.
A transmissão vertical do HIV (da mãe para o filho) ainda é uma realidade, e a infecção não tratada leva à progressiva destruição do sistema imune, tornando-o a causa mais comum de imunodeficiência secundária grave nessa faixa etária.
A sorologia anti-HIV é o exame inicial. Em crianças menores de 18 meses, devido à presença de anticorpos maternos, o diagnóstico deve ser confirmado por testes virológicos como PCR para DNA ou RNA do HIV.
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