São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2025
Uma menina de 6 anos tem histórico de múltiplas infecções de ouvido, sinusite e pneumonia nos últimos 12 meses. A mãe questiona se isso pode ser um sinal de algo mais grave. Qual avaliação é mais apropriada para essa criança?
Infecções recorrentes em criança → investigar imunodeficiência primária com imunoglobulinas séricas e subtipos.
Infecções graves, incomuns ou recorrentes em crianças, como otites, sinusites e pneumonias, são sinais de alerta para imunodeficiências primárias. A avaliação inicial inclui a dosagem de imunoglobulinas séricas (IgG, IgA, IgM) e subtipos de IgG para identificar deficiências humorais.
As imunodeficiências primárias (IDP) são um grupo heterogêneo de doenças genéticas que afetam um ou mais componentes do sistema imunológico, predispondo a infecções, autoimunidade e malignidades. Embora raras, o reconhecimento precoce é crucial para o manejo adequado e melhora do prognóstico. A epidemiologia varia, mas a prevalência global é estimada em 1:10.000 nascidos vivos, sendo as deficiências de anticorpos as mais comuns. A suspeita de IDP surge em crianças com histórico de infecções recorrentes, graves ou incomuns, falha de crescimento, diarreia crônica, doenças autoimunes ou história familiar. A fisiopatologia envolve defeitos genéticos que comprometem a produção ou função de células imunes. O diagnóstico inicial inclui hemograma completo, dosagem de imunoglobulinas séricas (IgG, IgA, IgM) e subtipos de IgG, além de testes de função de linfócitos T e B, se necessário. A idade óssea pode ser útil em alguns casos de atraso de crescimento. O tratamento das IDP é complexo e depende do tipo específico, podendo incluir antibioticoterapia profilática, reposição de imunoglobulinas, transplante de medula óssea ou terapia gênica. O prognóstico é variável, mas o diagnóstico e intervenção precoces são fundamentais para minimizar complicações e melhorar a qualidade de vida. É essencial que residentes e estudantes estejam atentos aos sinais de alerta para encaminhamento e manejo adequados.
Sinais de alerta incluem infecções graves, recorrentes ou incomuns, falha de crescimento, diarreia crônica e história familiar de imunodeficiência. Infecções em locais atípicos ou por germes oportunistas também são indicativos.
A avaliação inicial deve incluir hemograma completo, dosagem de imunoglobulinas séricas (IgG, IgA, IgM) e, dependendo do quadro, subtipos de IgG e avaliação da função de linfócitos T e B.
A frequência, gravidade, tipo de patógeno e resposta ao tratamento são cruciais. Infecções que exigem hospitalização, antibióticos intravenosos ou que não respondem ao tratamento padrão sugerem imunodeficiência.
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