HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2025
Durante visita diária na enfermaria pediátrica de um hospital universitário, uma família faz o questionamento sobre a possibilidade de imunodeficiência devido ao quadro do filho. Sabe-se que as imunodeficiências primárias (IDP) são um grupo heterogêneo de doenças congênitas, caracterizadas por disfunção de um ou mais componentes do sistema imunológico, ocasionando infecções recorrentes. Das crianças abaixo internadas nesta unidade pediátrica, qual delas deve ser investigada para IDP?
Diarreia crônica, infecções graves/recorrentes, falha de crescimento, monilíase persistente → Sinais de alerta para Imunodeficiência Primária (IDP).
Diarreia crônica é um dos 10 sinais de alerta para imunodeficiência primária, especialmente quando associada a falha de crescimento ou outras manifestações. As outras opções (otite/pneumonia em número baixo, estomatite por monilíase por 1 mês) não preenchem os critérios de gravidade ou recorrência típicos para IDP.
As imunodeficiências primárias (IDP) são um grupo complexo de mais de 400 doenças genéticas que afetam um ou mais componentes do sistema imunológico, resultando em maior suscetibilidade a infecções, autoimunidade, inflamação e malignidade. O diagnóstico precoce é crucial para melhorar o prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes, mas muitas vezes é desafiador devido à heterogeneidade das manifestações clínicas. A identificação de "sinais de alerta" é fundamental para guiar a investigação. A diarreia crônica, especialmente quando associada a falha de crescimento ou infecções recorrentes, é um desses sinais importantes, indicando uma possível disfunção imunológica que afeta o trato gastrointestinal. Outros sinais incluem infecções respiratórias graves ou recorrentes, abscessos profundos, monilíase persistente e história familiar de IDP. Para residentes, é vital conhecer os critérios de triagem e os exames laboratoriais iniciais para IDP, como hemograma completo, dosagem de imunoglobulinas e avaliação da função de linfócitos. A suspeita clínica deve ser alta em crianças com quadros atípicos, graves ou persistentes, permitindo o encaminhamento adequado para especialistas e a instituição de terapias específicas, como a reposição de imunoglobulinas ou o transplante de medula óssea.
Os 10 sinais incluem: 4 ou mais otites/ano; 2 ou mais sinusites graves/ano; 2 ou mais pneumonias/ano; falha de crescimento; abscessos cutâneos ou de órgãos profundos recorrentes; monilíase persistente na boca ou pele após 1 ano de idade; necessidade de antibióticos intravenosos para tratar infecções; 2 ou mais infecções invasivas (meningite, osteomielite, celulite, sepse); história familiar de IDP; e efeitos adversos de vacinas de vírus vivos.
A diarreia crônica pode indicar uma disfunção imunológica que afeta a barreira intestinal e a capacidade de combater patógenos entéricos, levando à má absorção e falha de crescimento, sendo um dos critérios para investigação de IDP.
Os exames iniciais incluem hemograma completo com contagem diferencial, dosagem de imunoglobulinas (IgG, IgA, IgM), subclasses de IgG, e avaliação da resposta a vacinas. Testes mais específicos podem ser necessários dependendo da suspeita clínica.
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