UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2020
Infecções respiratórias recorrentes são muito comuns na prática clínica pediátrica. Aproximadamente 50% das crianças com infecções recorrentes são saudáveis, 30% têm algum tipo de alergia, 10% são portadores de patologias crônicas e 10% podem apresentar algum grau de imunodeficiência. Sobre imunodeficiências em pediatria, é correto afirmar que:
Deficiência seletiva de IgA é a imunodeficiência primária mais comum, frequentemente assintomática ou associada a infecções recorrentes.
A deficiência seletiva de IgA é, de fato, a imunodeficiência primária mais prevalente, afetando cerca de 1 em cada 600 indivíduos. Embora muitos sejam assintomáticos, outros podem apresentar infecções respiratórias, gastrointestinais ou autoimunidade. As imunodeficiências primárias são, em sua maioria, congênitas e hereditárias.
As imunodeficiências primárias (IDP) são um grupo heterogêneo de mais de 400 doenças genéticas que afetam um ou mais componentes do sistema imunológico, resultando em maior suscetibilidade a infecções, doenças autoimunes, inflamatórias e malignidades. Em pediatria, as infecções respiratórias recorrentes são uma das principais razões para a investigação de IDP, embora a maioria das crianças com infecções recorrentes seja saudável ou tenha alergias. A deficiência seletiva de IgA é a imunodeficiência primária mais comum, com uma prevalência estimada de 1:600 a 1:1000 indivíduos. Caracteriza-se por níveis séricos de IgA abaixo de 7 mg/dL, com níveis normais de IgG e IgM. Embora muitos indivíduos sejam assintomáticos, outros podem apresentar infecções recorrentes (especialmente respiratórias e gastrointestinais), alergias, doenças autoimunes (como doença celíaca e lúpus) e um risco aumentado de reações anafiláticas a produtos sanguíneos contendo IgA. Ao contrário do que a alternativa A sugere, as imunodeficiências primárias são, por definição, defeitos congênitos e frequentemente hereditários do sistema imunológico. As deficiências celulares graves (como SCID) geralmente causam falha de crescimento e manifestações precoces na infância, não após a adolescência, e as deficiências do complemento, especialmente as terminais, podem levar a infecções graves e recorrentes por bactérias encapsuladas, como Neisseria meningitidis, não sendo brandas e autolimitadas.
Sinais de alerta incluem infecções graves, recorrentes ou incomuns, infecções por germes oportunistas, falha de crescimento, diarreia crônica, abscessos recorrentes, e história familiar de imunodeficiência ou mortes precoces por infecção.
Muitos indivíduos com deficiência seletiva de IgA são assintomáticos. Outros podem apresentar infecções recorrentes do trato respiratório e gastrointestinal, alergias, doenças autoimunes (como doença celíaca) e maior risco de reações transfusionais.
Sim, a grande maioria das imunodeficiências primárias tem caráter congênito e hereditário, resultando de defeitos genéticos que afetam um ou mais componentes do sistema imunológico. Raramente são adquiridas, que seriam as imunodeficiências secundárias.
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