HASP - Hospital Adventista de São Paulo — Prova 2023
Homem, 22 anos, vem à consulta médica com queixa de infecções de vias aéreas superiores recorrentes há 10 anos. Desde a infância apresenta: espirros, coriza e congestão nasal com piora à poeira e mudança de temperatura. Refere uso de antibioticoterapia recorrente, no último episódio foi diagnosticado rinossinusite bacteriana e foi necessário hospitalização para tratamento com piperacilina e tazobactam por 14 dias. Sobre o quadro clínico acima é possível afirmar que:
Infecções recorrentes de vias aéreas + história de atopia → Suspeitar de imunodeficiência primária, como a deficiência de IgA.
Infecções respiratórias recorrentes, especialmente em um paciente jovem com histórico desde a infância e necessidade de hospitalização, sugerem uma imunodeficiência primária. A deficiência seletiva de IgA é a imunodeficiência primária mais comum e frequentemente associada a quadros atópicos.
As infecções de vias aéreas superiores recorrentes, especialmente desde a infância e com necessidade de tratamentos agressivos ou hospitalização, são um sinal de alerta para imunodeficiências primárias. Estas são um grupo heterogêneo de doenças genéticas que afetam o desenvolvimento ou a função do sistema imunológico. A deficiência seletiva de IgA é a imunodeficiência primária mais comum, afetando cerca de 1 em 600 indivíduos. Muitos pacientes são assintomáticos, mas outros podem apresentar infecções respiratórias e gastrointestinais recorrentes, doenças autoimunes e, notavelmente, uma alta associação com quadros atópicos como rinite alérgica, asma e eczema. A fisiopatologia envolve a incapacidade de produzir IgA, a principal imunoglobulina das mucosas. O diagnóstico é feito pela dosagem de IgA sérica. O tratamento da deficiência de IgA é principalmente de suporte, com manejo das infecções e profilaxia, se necessário. A reposição de IgA não é uma opção terapêutica eficaz e pode até ser perigosa devido ao risco de reações anafiláticas. A imunodeficiência comum variável (ICV) é outra imunodeficiência primária, mas é menos comum que a deficiência de IgA e se caracteriza por hipogamaglobulinemia generalizada.
Sinais de alerta incluem infecções recorrentes, graves ou incomuns, necessidade de antibióticos intravenosos, hospitalizações frequentes por infecções, infecções por germes oportunistas, e história familiar de imunodeficiência.
A deficiência seletiva de IgA é a imunodeficiência primária mais comum. Muitos são assintomáticos, mas pode manifestar-se com infecções respiratórias e gastrointestinais recorrentes, doenças autoimunes e uma alta associação com quadros atópicos.
Pacientes com deficiência de IgA têm uma maior prevalência de doenças atópicas, como rinite alérgica, asma e eczema. A IgA desempenha um papel crucial na imunidade de mucosas, e sua deficiência pode levar a uma maior suscetibilidade a alérgenos e inflamação.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo