Imunodeficiência Idiopática de CD4: Diagnóstico e Sinais

HVC - Hospital Vera Cruz (SP) — Prova 2024

Enunciado

Homem de 58 anos de idade, com história prévia de hipertensão e uso de enalapril, estava em investigação ambulatorial de diarreia sanguinolenta crônica e dor abdominal. Foi feito o diagnóstico de colite por citomegalovírus. Durante a revisão dos dados da anamnese, o paciente referiu que também já teve candidíase esofágica espontânea há 5 anos e tuberculose ganglionar há 15 anos, ambas tratadas com sucesso. Além disso, relata ter tido 4 quadros prévios de pneumonia ao longo da vida. Os exames laboratoriais solicitados evidenciam sorologia negativa para HIV, hepatites B e C e sífilis. Qual é a principal hipótese diagnóstica e o exame confirmatório que deve ser solicitado?

Alternativas

  1. A) Agammaglobulinemia / IgG total
  2. B) Imunodeficiência idiopática de CD4 / Contagem CD4 sérico
  3. C) Deficiência seletiva de IgA / IgA total
  4. D) Imunodeficiência comum variável / IgA, IgM e IgG totais

Pérola Clínica

Infecções oportunistas recorrentes + CD4 baixo + HIV negativo = Imunodeficiência Idiopática de CD4.

Resumo-Chave

A Imunodeficiência Idiopática de CD4 é caracterizada por uma contagem de linfócitos T CD4+ abaixo de 300 células/mm³ em pacientes HIV-negativos, com ausência de outras causas conhecidas de imunodeficiência, e manifesta-se por infecções oportunistas semelhantes às do HIV.

Contexto Educacional

A Imunodeficiência Idiopática de CD4 (IICD4) é uma síndrome rara caracterizada por uma contagem persistentemente baixa de linfócitos T CD4+ (geralmente < 300 células/mm³) em indivíduos que não estão infectados pelo HIV e não possuem outras causas conhecidas de imunodeficiência. É uma condição desafiadora devido à sua raridade e à semelhança clínica com a infecção por HIV. Os pacientes com IICD4 apresentam um espectro de infecções oportunistas, incluindo candidíase esofágica, colite por citomegalovírus, tuberculose (pulmonar ou extrapulmonar), infecções por Pneumocystis jirovecii e outras infecções fúngicas ou virais. A história de infecções graves ou recorrentes, como pneumonias, deve levantar a suspeita. O diagnóstico é de exclusão, após descartar HIV e outras causas de linfopenia de CD4. O exame confirmatório é a contagem de linfócitos T CD4+ séricos, realizada por citometria de fluxo. O tratamento é individualizado e focado na profilaxia e tratamento das infecções oportunistas, podendo incluir terapia de reposição de imunoglobulinas em casos selecionados. O prognóstico é variável e depende da gravidade das infecções e da resposta ao tratamento.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para Imunodeficiência Idiopática de CD4?

Os critérios incluem uma contagem de linfócitos T CD4+ abaixo de 300 células/mm³ ou menos de 20% do total de linfócitos T em múltiplas ocasiões, ausência de infecção por HIV, e exclusão de outras causas conhecidas de imunodeficiência ou linfopenia de CD4.

Que tipo de infecções são comuns em pacientes com Imunodeficiência Idiopática de CD4?

Pacientes com Imunodeficiência Idiopática de CD4 são suscetíveis a infecções oportunistas semelhantes às observadas em pacientes com HIV, incluindo candidíase (oral, esofágica), infecções por micobactérias (tuberculose), citomegalovírus, Pneumocystis jirovecii, e criptococose.

Qual o exame confirmatório para Imunodeficiência Idiopática de CD4?

O exame confirmatório é a contagem de linfócitos T CD4+ séricos por citometria de fluxo, que deve ser repetida para confirmar a persistência da linfopenia de CD4 na ausência de outras causas.

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