USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020
Paciente de 2 meses de vida, apresenta diagnóstico confirmado de imunodeficiência combinada grave. Encontra-se em boas condições clínicas e com evolução pondero- estatural adequada. É levado ao posto de saúde para iniciar vacinação. A conduta adequada é
Imunodeficiência Combinada Grave (SCID) → APENAS vacinas inativadas.
Em pacientes com imunodeficiência combinada grave (SCID), todas as vacinas de vírus ou bactérias vivas atenuadas (como BCG, Rotavírus, SCR, Varicela, Febre Amarela) são contraindicadas devido ao risco de infecção disseminada. Apenas vacinas inativadas são seguras e devem ser administradas.
A Imunodeficiência Combinada Grave (SCID) é um grupo de doenças genéticas raras caracterizadas por um defeito profundo na função dos linfócitos T e B, resultando em uma incapacidade do sistema imunológico de combater infecções. Pacientes com SCID são extremamente vulneráveis a infecções por microrganismos oportunistas e patógenos comuns, que podem ser fatais. A vacinação nesses pacientes requer atenção especial devido ao risco de infecções causadas pelas próprias vacinas. A principal diretriz para a vacinação em pacientes com SCID é a contraindicação absoluta de todas as vacinas de vírus ou bactérias vivas atenuadas. Isso inclui vacinas como BCG, Rotavírus, Tríplice Viral (sarampo, caxumba, rubéola), Varicela e Febre Amarela. A administração dessas vacinas pode levar a uma infecção disseminada e potencialmente fatal, pois o sistema imunológico comprometido não consegue controlar a replicação do microrganismo vacinal. Portanto, a conduta adequada é administrar somente vacinas inativadas, que contêm microrganismos mortos ou apenas partes deles e não representam risco de infecção. Exemplos incluem as vacinas contra difteria, tétano, coqueluche acelular (DTPa), poliomielite inativada (VIP), Haemophilus influenzae tipo b (Hib), hepatite B, pneumocócica e meningocócica. É também fundamental que os contactantes domiciliares sejam vacinados para criar uma barreira de proteção.
Vacinas atenuadas contêm microrganismos vivos, embora enfraquecidos. Em pacientes com SCID, o sistema imunológico é incapaz de montar uma resposta protetora adequada, resultando em risco de infecção disseminada e grave pela própria cepa vacinal, o que pode ser fatal.
Vacinas inativadas incluem as vacinas contra difteria, tétano, coqueluche (acelular), Haemophilus influenzae tipo b, poliomielite (inativada - VIP), hepatite B, pneumococo, meningococo e influenza. Estas não contêm microrganismos vivos e são seguras.
A vacinação de contactantes é crucial para criar um 'cinturão de proteção' ao redor do paciente imunocomprometido, reduzindo a circulação de patógenos e, consequentemente, o risco de exposição e infecção para o indivíduo com SCID, que não pode ser vacinado com atenuadas.
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