HPM - Hospital da Polícia Militar de Minas Gerais — Prova 2020
“A adoção de uma política pública de imunizações deve levar em conta uma série de elementos, nem sempre claros para os profissionais de saúde, que estão envolvidos com a prática do dia a dia de vacinação, tais como relevância epidemiológica das doenças, custo/efetividade das vacinas e disponibilidade dos imunobiológicos no mercado. Nem sempre um imunobiológico pode ser adotado para toda a população. Há subgrupos populacionais, entretanto, para os quais esses imunobiológicos representam benefícios indiscutíveis.” (Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Manual dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. – 4. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, 2014.) Constitui situação de indicação formal para a utilização de imunobiológicos especiais disponíveis nos CRIEs:
Contato com varicela em imunocompetentes > 9 meses → vacina varicela (VZ) pós-exposição.
A vacina contra varicela pode ser utilizada como profilaxia pós-exposição em indivíduos imunocompetentes suscetíveis, maiores de 9 meses, que tiveram contato significativo com um caso infectante, idealmente nas primeiras 72 horas após a exposição.
Os Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs) são unidades estratégicas do Programa Nacional de Imunizações (PNI) que disponibilizam vacinas e imunoglobulinas para indivíduos com condições clínicas especiais, como imunodeficiências, doenças crônicas ou situações de alto risco. A indicação desses imunobiológicos é baseada em critérios técnicos rigorosos, visando a máxima proteção para populações vulneráveis. A varicela, ou catapora, é uma doença altamente contagiosa. A profilaxia pós-exposição é uma estratégia importante para reduzir a incidência e a gravidade da doença em contatos suscetíveis. Para indivíduos imunocompetentes, a vacina varicela é a principal medida de profilaxia pós-exposição. Ela deve ser administrada o mais rápido possível após o contato, preferencialmente nas primeiras 72 horas, podendo ser eficaz até 5 dias após a exposição. Os critérios incluem ser maior de 9 meses e ter tido um contato significativo com um caso infectante. Em contraste, a imunoglobulina humana antivaricela-zoster (IGHAVZ) é reservada para grupos de alto risco que não podem receber a vacina de vírus vivo atenuado, como imunocomprometidos graves, gestantes suscetíveis, recém-nascidos de mães com varicela periparto e prematuros expostos. A decisão sobre qual imunobiológico utilizar deve ser individualizada e seguir as diretrizes do Ministério da Saúde, considerando o status imunológico do indivíduo e o tempo decorrido desde a exposição.
A vacina varicela é indicada para indivíduos imunocompetentes, presumidamente suscetíveis, maiores de 9 meses, que tiveram contato íntimo com um caso de varicela, idealmente dentro de 72 horas, podendo ser estendida até 5 dias após a exposição.
A IGHAVZ é reservada para grupos de alto risco que não podem receber a vacina, como imunocomprometidos graves, gestantes suscetíveis, recém-nascidos de mães com varicela periparto e prematuros expostos.
Um contato significativo geralmente envolve convívio face a face no mesmo ambiente fechado por pelo menos uma hora, ou contato domiciliar prolongado, com um caso infectante de varicela.
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