Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2022
Criança de 1 ano de idade esteve internada devido a sepse em vigência de pneumonia, e recebeu alta há 15 dias. Durante a internação, recebeu antibiótico parenteral, drogas vasoativas e transfusão de concentrado de hemácias e plaquetas. Hoje está bem, assintomática, sendo levada para receber as vacinas preconizadas para essa idade. Com relação à imunização dessa criança, assinale a alternativa correta.
Transfusão de hemocomponentes → adiar vacinas VÍRUS VIVOS (ex: Tríplice Viral) por 3-11 meses.
A transfusão de hemocomponentes, especialmente concentrado de hemácias e plaquetas, pode conter anticorpos que interferem na resposta imune às vacinas de vírus vivos atenuados, como a tríplice viral. Por isso, é necessário adiar a administração dessas vacinas por um período que varia de 3 a 11 meses, dependendo do tipo e volume do hemocomponente.
A imunização de crianças é um pilar fundamental da saúde pública, mas certas condições clínicas podem exigir ajustes no calendário vacinal. A transfusão de hemocomponentes é uma dessas situações, pois pode introduzir anticorpos passivos que interferem na eficácia de algumas vacinas, principalmente as de vírus vivos atenuados. É crucial que profissionais de saúde compreendam essas interações para garantir a proteção adequada da criança. A principal preocupação após a transfusão de hemocomponentes (como concentrado de hemácias, plaquetas ou plasma) ou a administração de imunoglobulinas é a interferência com a resposta imune às vacinas de vírus vivos atenuados, como a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), varicela e febre amarela. Os anticorpos presentes nos produtos sanguíneos podem neutralizar o vírus vacinal, impedindo a replicação e a indução de uma resposta imune protetora. Por essa razão, a administração dessas vacinas deve ser adiada. O período de adiamento varia conforme o tipo e a dose do produto sanguíneo administrado, geralmente entre 3 a 11 meses. Para concentrado de hemácias e plaquetas, o adiamento da tríplice viral é comumente de 3 a 6 meses. Vacinas inativadas, como a vacina pneumocócica, não são afetadas por anticorpos passivos e podem ser administradas sem adiamento. É essencial consultar as diretrizes de imunização atualizadas para cada caso específico.
As vacinas de vírus vivos atenuados, como a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), varicela e febre amarela, são as mais afetadas, pois os anticorpos presentes nos hemocomponentes podem neutralizar o vírus vacinal, comprometendo a resposta imune.
O período de adiamento varia de 3 a 11 meses, dependendo do tipo e volume do hemocomponente transfundido. Para concentrado de hemácias e plaquetas, geralmente recomenda-se um adiamento de 3 a 6 meses para a tríplice viral.
Não, as vacinas inativadas (como pneumococo, DTP, hepatite B) não são afetadas pela presença de anticorpos passivos e podem ser administradas normalmente após a transfusão, sem necessidade de adiamento.
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