CSNSC - Casa de Saúde Nossa Senhora do Carmo (RJ) — Prova 2020
Ao administrarmos imunoglobulina antirrábica após uma exposição à mordedura de morcego empregamos:
Imunoglobulina antirrábica = Imunização passiva (anticorpos prontos). Vacina antirrábica = Imunização ativa (produção de anticorpos).
A administração de imunoglobulina antirrábica confere imunização passiva, pois introduz anticorpos pré-formados no organismo, proporcionando proteção imediata. Isso é crucial em exposições de alto risco, como mordedura de morcego, enquanto o sistema imune desenvolve sua própria resposta à vacina.
A raiva é uma zoonose viral fatal que afeta o sistema nervoso central, sendo a profilaxia pós-exposição (PEP) crucial para prevenir a doença após uma exposição. A PEP para raiva envolve uma combinação de limpeza da ferida, administração de imunoglobulina antirrábica e vacinação antirrábica. A imunização passiva, como a administração de imunoglobulina antirrábica, consiste na transferência de anticorpos pré-formados de um indivíduo imune para um indivíduo suscetível. No caso da raiva, a imunoglobulina é infiltrada ao redor da ferida e administrada intramuscularmente, proporcionando proteção imediata e neutralizando o vírus antes que ele possa se replicar e atingir o sistema nervoso central. Essa proteção imediata é vital, pois a vacina antirrábica, que induz imunização ativa (produção de anticorpos pelo próprio organismo), leva alguns dias para conferir imunidade. Portanto, a imunoglobulina atua como uma ponte de proteção até que a imunidade ativa seja estabelecida, sendo um componente essencial da PEP em exposições de alto risco, como as envolvendo morcegos, que são importantes reservatórios do vírus da raiva.
A imunização ativa ocorre quando o organismo produz seus próprios anticorpos em resposta a um antígeno (ex: vacina). A imunização passiva ocorre quando anticorpos pré-formados são administrados ao indivíduo, conferindo proteção imediata, mas temporária (ex: imunoglobulina).
A imunoglobulina antirrábica fornece anticorpos imediatos para neutralizar o vírus da raiva no local da lesão e antes que ele atinja o sistema nervoso central, oferecendo proteção enquanto o corpo desenvolve sua própria resposta imune à vacina antirrábica.
É indicada em exposições de alto risco ao vírus da raiva, como mordeduras ou arranhões profundos por animais suspeitos ou selvagens (incluindo morcegos), ou contato de mucosas com saliva de animal raivoso, sempre em conjunto com a vacina antirrábica.
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