TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2022
Mulher, 37 anos, com diagnóstico de infecção pelo HIV, em terapia antirretroviral regular, deseja atualizar as vacinas. Encontra-se assintomática, com contagem de linfócitos: CD4+ = 104/mm³ e carga viral indetectável. Com relação às vacinas recomendadas, no momento deve ser evitada a:
HIV com CD4 < 200/mm³ → Contraindicadas vacinas de agentes vivos atenuados (ex: Febre Amarela, Tríplice Viral).
A segurança das vacinas de agentes vivos em pacientes HIV depende do grau de imunossupressão; com CD4 < 200/mm³, o risco de replicação do agente vacinal e doença iatrogênica contraindica seu uso.
A imunização de pessoas vivendo com HIV (PVHIV) visa proteger contra infecções oportunistas e doenças imunopreviníveis que podem ser mais graves nessa população. No entanto, o status imunológico, mensurado pela contagem de linfócitos T CD4+, dita a segurança das vacinas de agentes vivos (Febre Amarela, Tríplice Viral, Varicela, BCG). Pacientes com CD4 < 200/mm³ são considerados gravemente imunossuprimidos. Nesses casos, a prioridade é a estabilização clínica e imunológica com a TARV. Vacinas inativadas como a Pneumocócica (essencial para prevenir pneumonias bacterianas), Influenza e dT devem ser mantidas e atualizadas, pois não oferecem risco de infecção vacinal, embora a resposta sorológica possa ser subótima devido à imunodeficiência. A vacina da Febre Amarela é formalmente contraindicada até que o CD4 suba acima do limiar de segurança.
A vacina da febre amarela utiliza vírus vivo atenuado. Em pacientes com imunossupressão grave (CD4 < 200/mm³), o sistema imune não consegue controlar a replicação do vírus vacinal, o que pode levar a eventos adversos graves, incluindo a doença viscerotrópica aguda associada à vacina.
Vacinas de agentes inativados, subunidades ou toxoides são seguras, pois não possuem capacidade de replicação. Exemplos incluem Influenza (inativada), Pneumocócica, Hepatites A e B, HPV e a vacina de Difteria e Tétano (dT).
A vacinação pode ser considerada após a reconstituição imune com a Terapia Antirretroviral (TARV), quando a contagem de linfócitos CD4+ estiver estavelmente acima de 200/mm³ (preferencialmente > 350/mm³ em áreas de alto risco) e após avaliação médica individualizada.
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