UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2020
O acompanhamento de saúde vem se expandindo, além dos cuidados preventivos primários e secundários. Alguns fatores contemporâneos têm promovido uma revolução nas estratégias deste acompanhamento, como um olhar ecológico, tendo o indivíduo e sua família como centro da atenção, a continuidade dos cuidados, a prática de decisões compartilhadas e a medicina baseada em evidências. Assinale a alternativa CORRETA quanto ao acompanhamento de saúde do idoso:
Idoso → Influenza (anual) + dT (10/10 anos) + Pneumocócica (≥65 anos).
A prevenção no idoso foca na imunização para reduzir morbimortalidade respiratória e na manutenção do status vacinal antitetânico, respeitando as indicações do PNI e SBIm.
A abordagem do idoso exige uma visão multidimensional e ecológica, focando na funcionalidade e na prevenção. A vacinação é um pilar fundamental da prevenção primária, reduzindo drasticamente as taxas de hospitalização por complicações respiratórias. O envelhecimento traz imunossenescência, o que torna o idoso mais suscetível a infecções graves, justificando calendários específicos. Além da imunização, o acompanhamento deve considerar a rede de apoio (formal e informal) e a identificação de síndromes geriátricas. Diferente do que muitos pensam, a anamnese do idoso possui diversas peculiaridades, como a apresentação atípica de doenças (ex: infecção sem febre) e a necessidade de avaliar polifarmácia e cognição.
As vacinas de rotina incluem a Influenza (dose anual), a vacina Dupla Adulto (dT) com reforço a cada 10 anos para prevenção de tétano e difteria, e a vacina Pneumocócica (VPP23) para indivíduos com 65 anos ou mais, visando prevenir doenças pneumocócicas invasivas.
Segundo a SBIm, o esquema ideal inicia-se com a vacina conjugada VPC13, seguida da polissacarídica VPP23 após 6 a 12 meses. Um segundo reforço com a VPP23 deve ser realizado 5 anos após a primeira dose da VPP23.
A vacinação contra febre amarela em idosos (acima de 60 anos) não é rotineira e deve ser precedida de rigorosa avaliação médica de risco-benefício, devido ao maior risco de eventos adversos graves nessa faixa etária.
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