TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2021
Em relação à imunização do paciente idoso, é correto afirmar:
Idosos ≥ 65 anos devem receber vacina pneumocócica (VPC13 + VPP23) para prevenção de doença invasiva.
O calendário de vacinação do idoso visa reduzir a morbimortalidade por doenças imunopreveníveis. A vacina pneumocócica é essencial para prevenir pneumonias e meningites, enquanto a influenza deve ser anual e a DT a cada 10 anos.
A imunossenescência torna o idoso mais suscetível a complicações graves de doenças infecciosas, tornando a vacinação uma estratégia de saúde pública prioritária. A vacina pneumocócica reduz drasticamente a incidência de doença pneumocócica invasiva (DPI), como bacteremia e meningite, além de diminuir hospitalizações por pneumonia comunitária. Além das vacinas citadas, deve-se considerar a vacina contra Herpes Zóster (recombinante) e a vacina contra Hepatite B para idosos suscetíveis. O acompanhamento do cartão de vacinação deve ser parte integrante de toda consulta geriátrica, garantindo que os reforços decenais e as campanhas anuais sejam respeitados.
Para idosos a partir de 65 anos, a recomendação (especialmente pela SBIm) é o esquema sequencial: uma dose da vacina pneumocócica conjugada 13-valente (VPC13) seguida de uma dose da vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente (VPP23) após 6 a 12 meses. Uma segunda dose de VPP23 deve ser aplicada 5 anos após a primeira. No SUS, a VPP23 é disponibilizada para idosos institucionalizados ou com comorbidades específicas, mas a orientação geral de saúde pública enfatiza a proteção contra o pneumococo nesta faixa etária.
A vacina contra a Influenza deve ser administrada anualmente, em dose única. A composição da vacina é atualizada todos os anos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com base nas cepas circulantes no hemisfério. Não há recomendação de doses a cada estação do ano; a imunização anual antes do período de maior circulação do vírus (outono/inverno) é suficiente para garantir a proteção sazonal necessária para o grupo de risco.
A vacina dupla tipo adulto (DT), que protege contra difteria e tétano, deve ter seu reforço administrado a cada 10 anos. Em caso de ferimentos graves ou 'sujos', esse intervalo de reforço pode ser antecipado para 5 anos se a última dose tiver sido há mais tempo que isso. É fundamental que o esquema primário de 3 doses tenha sido completado em algum momento da vida; caso contrário, o idoso deve iniciar ou completar o esquema básico.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo