FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2026
Paciente gestante com quadro de artrite reumatoide que faz uso de rituximab como forma de controle de sua doença durante a gestação sendo a última dose realizada 2 semanas antes no nascimento. O Rn nasce a termo, APGAR 9/10, Peso de nascimento 2500 gramas, parto normal. Com relação à vacina hepatite B e a vacina BCG, assinala a alternativa correta com relação as mesmas:
Rituximab materno → Vacina inativada (Hep B) OK; Vacina viva (BCG) adiar 12 meses.
O uso de anticorpos monoclonais anti-CD20 no final da gestação causa depleção de células B no RN, contraindicando vacinas de agentes vivos (BCG) por 12 meses.
O manejo de gestantes com doenças autoimunes frequentemente envolve o uso de biológicos. O Rituximab, especificamente, atravessa a barreira placentária no terceiro trimestre. A preocupação central é a imunossupressão iatrogênica do neonato. Enquanto vacinas inativadas como a da Hepatite B e Influenza podem ser administradas, as vacinas vivas (BCG, Rotavírus) representam risco. O conhecimento do tempo de meia-vida e do efeito farmacodinâmico da droga no feto é crucial para evitar eventos adversos graves pós-vacinais.
O Rituximab é um anticorpo monoclonal anti-CD20 que atravessa a placenta, causando depleção prolongada de linfócitos B no recém-nascido. Como a BCG é uma vacina de bactérias vivas atenuadas, existe um risco aumentado de disseminação da cepa vacinal e complicações graves enquanto o sistema imunológico do neonato não se recupera totalmente.
Sim. A vacina contra a Hepatite B é uma vacina inativada (recombinante). Vacinas inativadas não possuem capacidade de replicação e, portanto, não oferecem risco de infecção vacinal, sendo seguras para administração ao nascimento conforme o calendário vacinal padrão, mesmo em neonatos expostos a imunobiológicos.
De acordo com as notas técnicas do Ministério da Saúde e manuais de imunização, para recém-nascidos expostos ao Rituximab intraútero, a vacina BCG deve ser adiada por um período de 12 meses após a última dose recebida pela mãe ou até que a recuperação das células B seja confirmada laboratorialmente.
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