AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2023
Sobre vacinas e imunizações, analise as assertivas abaixo:I. A imunização ativa ocorre após a administração de um toxoide no organismo, levando o corpo a produzir uma resposta imune contra o agente infeccioso.II. As globulinas imunes são feitas a partir de plasma de doadores com níveis elevados de anticorpos para antígenos específicos, o que chamamos de imunização passiva.III. As vacinas recomendadas para pacientes com plano de esplenectomia são as que cobrem germes encapsulados (pneumococo, meningococo e Haemophilus tipo b), idealmente até duas semanas antes da cirurgia. Quais estão corretas?
Imunização ativa = corpo produz Ac; Passiva = Ac prontos; Esplenectomia → vacinas encapsulados pré-cirurgia.
A imunização ativa estimula o sistema imune a produzir anticorpos (ex: vacinas, toxoides), enquanto a passiva fornece anticorpos pré-formados (ex: imunoglobulinas). Pacientes esplenectomizados têm risco aumentado de infecções por germes encapsulados, sendo crucial a vacinação pré-operatória contra pneumococo, meningococo e Hib, idealmente 2 semanas antes.
A compreensão dos princípios de imunização é fundamental para a prática médica, abrangendo desde a prevenção de doenças infecciosas até o manejo de condições específicas. A imunização ativa, que envolve a administração de vacinas ou toxoides, estimula o sistema imune do indivíduo a produzir seus próprios anticorpos e células de memória, conferindo proteção duradoura. Em contraste, a imunização passiva fornece anticorpos pré-formados, como as globulinas imunes, oferecendo proteção imediata, porém temporária, útil em situações de exposição ou em pacientes imunocomprometidos. Um cenário clínico de grande relevância é a profilaxia de infecções em pacientes submetidos à esplenectomia. O baço desempenha um papel crucial na defesa contra bactérias encapsuladas, como Streptococcus pneumoniae (pneumococo), Neisseria meningitidis (meningococo) e Haemophilus influenzae tipo b (Hib). A ausência do baço (asplenia) aumenta drasticamente o risco de infecções fulminantes por esses microrganismos. Portanto, a vacinação contra esses germes encapsulados é uma medida profilática essencial para pacientes com esplenectomia planejada. Recomenda-se que essas vacinas sejam administradas idealmente até duas semanas antes da cirurgia, permitindo o desenvolvimento de uma resposta imune adequada. Para pacientes que já foram esplenectomizados e não foram vacinados, a imunização deve ser realizada o mais breve possível. O residente deve estar ciente desses protocolos para garantir a segurança e a qualidade de vida dos pacientes.
A imunização ativa envolve a exposição a um antígeno (ex: vacina, infecção natural) que estimula o próprio sistema imune a produzir anticorpos e células de memória. A imunização passiva consiste na administração de anticorpos pré-formados (ex: imunoglobulinas), conferindo proteção imediata, mas temporária.
O baço é crucial na defesa contra bactérias encapsuladas (como pneumococo, meningococo e Haemophilus influenzae tipo b), pois remove esses microrganismos do sangue. Sem o baço, há um risco significativamente maior de infecções graves e fulminantes por esses germes, tornando a vacinação profilática indispensável.
As vacinas recomendadas são contra pneumococo, meningococo e Haemophilus influenzae tipo b (Hib). Idealmente, devem ser administradas pelo menos duas semanas antes da cirurgia para permitir tempo suficiente para o desenvolvimento da resposta imune protetora.
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