Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2015
Sobre a difteria, é CORRETO afirmar que:
Diftéria: imunização ativa pode ocorrer por infecções inaparentes, dependendo da exposição individual.
A difteria é uma doença grave, mas a imunidade pode ser adquirida não apenas pela vacinação ou doença clínica, mas também por infecções subclínicas. Isso ressalta a importância da exposição ambiental na modulação da imunidade populacional.
A difteria é uma doença infecciosa aguda causada pela bactéria Corynebacterium diphtheriae, caracterizada pela produção de uma potente exotoxina que pode levar a complicações graves, incluindo miocardite e neuropatias. A doença é prevenível por vacinação e, embora sua incidência tenha diminuído drasticamente com os programas de imunização, surtos ainda podem ocorrer em populações não vacinadas ou sub-vacinadas. A imunização ativa contra a difteria é primariamente alcançada através da vacinação com o toxoide diftérico, um componente da vacina DTP (difteria, tétano e pertussis) e suas variantes. No entanto, é importante notar que a imunidade ativa também pode ser adquirida por infecções naturais, incluindo aquelas que são inaparentes ou subclínicas. A extensão dessa imunidade depende da exposição individual ao agente patogênico. Ao contrário do que se pode pensar, a doença em si nem sempre confere imunidade duradoura, e o uso do soro antidiftérico (SAD) continua sendo essencial no tratamento de casos agudos, pois os antimicrobianos tratam a bactéria, mas não neutralizam a toxina já liberada. A compreensão desses aspectos é crucial para a vigilância epidemiológica e a manutenção de altas coberturas vacinais.
A imunização ativa contra a difteria pode ocorrer por meio da vacinação com o toxoide diftérico, pela infecção clínica da doença ou, como menos conhecido, por infecções inaparentes (subclínicas) que estimulam a produção de anticorpos.
Não necessariamente. A imunidade conferida pela doença diftérica natural pode não ser duradoura, e a reinfecção é possível, o que reforça a necessidade da vacinação mesmo após a doença.
O toxoide diftérico é a base da vacinação, induzindo imunidade ativa. O soro antidiftérico (SAD) é um tratamento passivo, usado em casos agudos da doença para neutralizar a toxina, e seu uso continua sendo crucial, não sendo substituído por antimicrobianos.
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