Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2023
Em 2022 o Brasil comemora 32 anos sem nenhum caso de poliomielite no Brasil. Porém a queda na cobertura vacinal pode gerar risco da introdução da doença no país. Sobre as medidas epidemiológicas para controle da poliomielite, qual das assertivas abaixo é correta?
Vacinação contra poliomielite → Imunidade duradoura e sorotipo-específica, crucial para erradicação.
A vacinação contra a poliomielite, seja com a vacina inativada (IPV) ou oral (VOP), confere imunidade duradoura e específica para os sorotipos de poliovírus presentes na vacina. Essa imunidade é essencial para a proteção individual e para a imunidade de rebanho, fundamental para a erradicação da doença.
A poliomielite é uma doença infecciosa aguda causada pelo poliovírus, que pode levar à paralisia flácida irreversível. O Brasil é certificado como livre da poliomielite desde 1994, um marco alcançado graças a intensas campanhas de vacinação e um robusto sistema de vigilância epidemiológica. No entanto, a queda recente nas coberturas vacinais representa um risco real de reintrodução da doença, tornando o conhecimento sobre suas medidas de controle fundamental. O controle da poliomielite baseia-se primariamente na vacinação. Existem três sorotipos de poliovírus (1, 2 e 3), e a vacinação confere imunidade duradoura e específica para o sorotipo correspondente ao vírus presente na vacina. A Vacina Oral contra a Pólio (VOP), que contém vírus vivos atenuados, foi crucial para a erradicação global devido à sua capacidade de induzir imunidade intestinal e interromper a transmissão. A Vacina do Poliovírus Inativado (IPV), com vírus mortos, é usada em muitos países e no esquema inicial brasileiro, conferindo imunidade sistêmica sem risco de reversão à virulência. A vigilância epidemiológica da Paralisia Flácida Aguda (PFA) é a principal estratégia para detectar precocemente possíveis casos de poliomielite. Todo caso de PFA em crianças menores de 15 anos é considerado suspeito e deve ser investigado. Embora a eliminação da doença no Brasil tenha sido alcançada com a VOP e a vigilância, a transição para esquemas com IPV e a atenção aos poliovírus derivados da vacina (PVDV) são desafios atuais, especialmente em regiões com baixa cobertura vacinal, onde PVDVs podem circular e causar surtos.
Existem dois tipos principais: a Vacina Oral contra a Pólio (VOP), que contém vírus vivos atenuados e confere imunidade intestinal, e a Vacina do Poliovírus Inativado (IPV), que contém vírus mortos e confere imunidade sistêmica, sem risco de PVDV.
A Paralisia Flácida Aguda (PFA) é qualquer caso de deficiência motora flácida de início súbito em crianças menores de 15 anos. É um evento sentinela crucial para a vigilância da poliomielite, pois permite a detecção precoce de casos de poliovírus selvagem ou derivado da vacina.
PVDVs são cepas de poliovírus que sofreram mutações a partir do vírus atenuado da VOP, readquirindo neurovirulência e capacidade de transmissão. Eles podem causar surtos de poliomielite em populações com baixa cobertura vacinal, especialmente em países onde a VOP ainda é amplamente utilizada.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo