Sífilis: Entenda a Imunidade e Risco de Reinfecção

Santa Casa de Barra Mansa (RJ) — Prova 2021

Enunciado

Sobre a sífilis, marque a afirmativa INCORRETA:

Alternativas

  1. A) o modo de transmissão pode ser sexual, vertical ou sanguíneo
  2. B) a transmissão sexual é predominante e o período de incubação é de 1 O a 90 dias (média de 21 dias) a partir do contato sexual infectante
  3. C) em gestantes, a sífilis pode ser transmitida para o feto por via transplacentária, em qualquer período da gestação; média de 100% na fase primária, 90% na fase secundária e 30% na fase latente
  4. D) a suscetibilidade à infecção é universal, mas os anticorpos produzidos em infecções anteriores são protetores impedindo que o indivíduo seja contaminado de novo
  5. E) remissão espontânea da infecção é improvável, mas o tratamento adequado dos casos diagnosticados promove a remissão dos sintomas em poucos dias. As lesões tardias já instaladas não serão revertidas com a antibioticoterapia

Pérola Clínica

Sífilis: infecção anterior NÃO confere imunidade protetora contra reinfecção.

Resumo-Chave

A sífilis, causada pelo Treponema pallidum, não induz imunidade protetora duradoura. Isso significa que um indivíduo tratado e curado pode ser re-infectado múltiplas vezes, ressaltando a importância da prevenção contínua e rastreamento.

Contexto Educacional

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum, com grande relevância epidemiológica e clínica. Sua transmissão ocorre principalmente por via sexual, mas também pode ser vertical (congênita) ou sanguínea. É fundamental para o estudante de medicina compreender os diferentes estágios da doença e suas manifestações clínicas para um diagnóstico e tratamento eficazes. A suscetibilidade à infecção por sífilis é universal, e um ponto crucial a ser compreendido é que a infecção prévia não confere imunidade protetora duradoura. Isso significa que um indivíduo pode ser re-infectado múltiplas vezes ao longo da vida, caso haja novas exposições. O período de incubação varia de 10 a 90 dias, com média de 21 dias, e a doença progride por estágios (primária, secundária, latente e terciária), cada um com características clínicas distintas. O tratamento da sífilis é feito com antibioticoterapia, sendo a penicilina a droga de escolha. O tratamento adequado promove a remissão dos sintomas em poucos dias, mas é importante ressaltar que lesões tardias já instaladas, como as da neurossífilis ou sífilis cardiovascular, podem não ser revertidas completamente com a antibioticoterapia, embora a progressão da doença seja interrompida. A prevenção, o rastreamento e o tratamento dos parceiros são essenciais para o controle da doença.

Perguntas Frequentes

Quais são os modos de transmissão da sífilis?

A sífilis pode ser transmitida por via sexual (predominante), vertical (da mãe para o feto) e sanguínea (embora menos comum atualmente devido ao rastreamento em bancos de sangue).

Uma pessoa que já teve sífilis pode ser infectada novamente?

Sim, a infecção por sífilis não confere imunidade protetora duradoura. Um indivíduo tratado e curado pode ser re-infectado se exposto novamente ao Treponema pallidum.

Qual a importância do tratamento precoce da sífilis em gestantes?

O tratamento adequado e precoce da sífilis em gestantes é crucial para prevenir a transmissão vertical para o feto, que pode ocorrer em qualquer período da gestação e levar a sífilis congênita com graves complicações.

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