SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2020
A imunidade adquirida passivamente contra determinadas infecções é imediata, mas transitória. É conferida a um indivíduo mediante a:
Imunidade passiva = transferência de anticorpos (ex: mãe-feto) → proteção imediata, transitória.
A imunidade passiva é caracterizada pela transferência direta de anticorpos pré-formados, conferindo proteção imediata, mas temporária, ao receptor. O exemplo clássico é a passagem de IgG materna via placenta para o feto.
A imunidade é um pilar fundamental da defesa do organismo contra patógenos, e pode ser classificada em inata e adquirida. A imunidade adquirida, por sua vez, subdivide-se em ativa e passiva, cada uma com características distintas e implicações clínicas relevantes para a proteção contra infecções. Compreender esses conceitos é crucial para a formação médica, especialmente em pediatria e infectologia. A imunidade passiva é caracterizada pela transferência de anticorpos pré-formados de um indivíduo para outro, conferindo proteção imediata, mas de curta duração. O exemplo mais clássico é a passagem de anticorpos IgG da mãe para o feto através da placenta, protegendo o recém-nascido nos primeiros meses de vida. Outras formas incluem a transferência de IgA pelo leite materno e a administração terapêutica de imunoglobulinas (soros hiperimunes) em situações de risco ou doença estabelecida. Em contraste, a imunidade ativa é desenvolvida pelo próprio indivíduo em resposta à exposição a um antígeno, seja por infecção natural ou por vacinação. Essa modalidade resulta na produção de anticorpos e células de memória, conferindo proteção duradoura. A distinção entre imunidade ativa e passiva é essencial para entender a eficácia e a duração da proteção conferida por diferentes estratégias de imunização e para orientar condutas em diversas situações clínicas.
A imunidade passiva envolve a transferência de anticorpos pré-formados, oferecendo proteção imediata e transitória. A imunidade ativa, por sua vez, resulta da exposição a antígenos (infecção ou vacina), levando à produção própria de anticorpos e memória imunológica duradoura.
Além da passagem transplacentária de anticorpos maternos para o feto, outros exemplos incluem a imunização por leite materno (IgA) e a administração de imunoglobulinas (soros) para tratamento ou profilaxia de certas infecções, como tétano ou raiva.
A imunidade passiva é transitória porque os anticorpos transferidos têm uma meia-vida limitada e são eventualmente degradados pelo organismo do receptor. Não há produção de células de memória imunológica, o que impede uma resposta secundária rápida e duradoura.
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