Santa Casa de Goiânia (GO) — Prova 2015
Em relação à alimentação da criança é INCORRETO afirmar que:
Leite materno é rico em IgA secretora, macrófagos e lactoferrina, conferindo proteção imunológica essencial.
A IgA secretora é o principal anticorpo presente no leite materno, protegendo as mucosas do lactente contra patógenos. Afirmar que sua concentração é mínima é incorreto, pois ela é um componente crucial da imunidade passiva.
O aleitamento materno é fundamental para o desenvolvimento e a saúde infantil, sendo a forma mais completa de nutrição e proteção. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade e complementado até os dois anos ou mais. Sua importância clínica reside na redução da morbimortalidade por infecções e na promoção de um desenvolvimento neuropsicomotor adequado. A fisiopatologia da proteção imunológica do leite materno é complexa e multifatorial. Ele contém uma vasta gama de fatores bioativos, incluindo anticorpos (principalmente IgA secretora), células vivas (macrófagos, linfócitos), enzimas (lisozima), proteínas (lactoferrina) e oligossacarídeos. A IgA secretora é resistente à digestão e forma uma barreira protetora nas mucosas do bebê, enquanto os macrófagos fagocitam patógenos e produzem citocinas. Os pontos de atenção para residentes incluem a correta orientação às mães sobre a importância do aleitamento e a desmistificação de informações incorretas. O leite materno é um alimento dinâmico que se adapta às necessidades do bebê, e sua composição nutricional e imunológica é superior a qualquer fórmula artificial, conferindo proteção contra infecções gastrointestinais, respiratórias e urinárias, além de reduzir o risco de alergias e doenças crônicas.
O leite materno contém IgA secretora, macrófagos, linfócitos, lactoferrina, lisozima e fator bífido, que atuam em conjunto para proteger o lactente contra infecções.
A IgA secretora forma uma barreira protetora nas mucosas do trato gastrointestinal e respiratório do bebê, impedindo a adesão e proliferação de bactérias e vírus patogênicos.
O fator bífido estimula o crescimento de Lactobacillus bifidus na flora intestinal do lactente, criando um ambiente ácido que inibe o crescimento de enterobactérias patogênicas.
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