FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2021
Paciente de 32 anos procura o ambulatório de Planejamento Familiar porque deseja orientação quanto ao implante de progesterona. Tem 1 filho de parto normal, ciclo menstrual regular, sem comorbidades. Qual o principal efeito adverso deste método?
Implante de progesterona → principal efeito adverso é irregularidade menstrual.
O implante de progesterona é um método contraceptivo altamente eficaz e de longa duração. Embora a amenorreia possa ocorrer e ser um benefício para algumas, o efeito adverso mais comum e que leva à descontinuação é a irregularidade menstrual, que pode incluir sangramentos imprevisíveis, spotting ou sangramentos prolongados.
O implante de progesterona, como o etonogestrel (Nexplanon), é um método contraceptivo reversível de longa ação (LARC) altamente eficaz, com uma taxa de falha inferior a 1%. É uma opção popular para mulheres que buscam contracepção discreta e de baixa manutenção. O mecanismo de ação envolve a inibição da ovulação, o espessamento do muco cervical e a alteração do endométrio. Embora seja um método seguro e bem tolerado pela maioria das usuárias, o principal efeito adverso e motivo de descontinuação é a alteração do padrão de sangramento menstrual. Isso pode se manifestar como sangramentos irregulares, spotting, sangramentos prolongados ou, em alguns casos, amenorreia. A amenorreia, embora seja um efeito adverso, é frequentemente vista como um benefício por muitas mulheres. É fundamental que os profissionais de saúde, especialmente residentes em ginecologia e planejamento familiar, orientem adequadamente as pacientes sobre esses possíveis efeitos antes da inserção do implante. O manejo da irregularidade menstrual pode envolver aconselhamento, uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) ou, em último caso, a remoção do implante se a paciente não se adaptar ao padrão de sangramento.
O implante de progesterona oferece alta eficácia contraceptiva (mais de 99%), longa duração (até 3 anos), reversibilidade rápida e é seguro para a maioria das mulheres, incluindo lactantes.
Ele libera continuamente etonogestrel, que inibe a ovulação, espessa o muco cervical (dificultando a passagem dos espermatozoides) e afina o endométrio, tornando-o desfavorável à implantação.
As opções incluem aconselhamento e tranquilização, uso de AINEs para sangramento excessivo, ou, em casos refratários, a remoção do implante e escolha de outro método contraceptivo.
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