Impetigo: Tratamento e Prevenção de Glomerulonefrite Pós-Estreptocócica

AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2020

Enunciado

O impetigo representa uma infecção bacteriana das camadas superficiais da pele e apresenta alta freqüência de acometimento na população pediátrica. Com relação a essa patologia, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A)  A antiestreptolisina O (ASLO) produz maior resposta após infecções cutâneas,enquanto a anti-DNAse B encontra-se mais elevada após faringites.
  2. B)  O quadro bolhoso do impetigo, tipo mais comum da doença, possui como agenteetiológico o S. pyogenes do grupo II, Gram-positivo, coagulase positivo.
  3. C)  O S. aureus raramente pode ser encontrato colonizando a cavidade nasal de indivíduossaudáveis.
  4. D)  O uso de antibióticos orais não previne o desenvolvimento de glomerulonefrite pós-estreptocócica.

Pérola Clínica

ATB oral para impetigo NÃO previne glomerulonefrite pós-estreptocócica (GNPE).

Resumo-Chave

Embora o tratamento do impetigo com antibióticos seja eficaz para curar a infecção cutânea, ele não demonstrou prevenir o desenvolvimento de glomerulonefrite pós-estreptocócica, uma complicação rara mas grave.

Contexto Educacional

O impetigo é uma infecção bacteriana superficial da pele, altamente contagiosa e muito comum na população pediátrica. Existem duas formas principais: o impetigo não bolhoso, que se manifesta com pequenas vesículas e pústulas que rapidamente evoluem para crostas melicéricas (cor de mel), e o impetigo bolhoso, caracterizado por bolhas flácidas que se rompem. Os agentes etiológicos mais frequentes são o Staphylococcus aureus e o Streptococcus pyogenes (estreptococo beta-hemolítico do grupo A). Embora o tratamento com antibióticos (tópicos ou orais, dependendo da extensão e gravidade) seja eficaz para erradicar a infecção cutânea e prevenir a disseminação, é crucial entender suas limitações. Uma complicação potencial do impetigo por S. pyogenes é a glomerulonefrite pós-estreptocócica (GNPE), uma doença renal inflamatória. Diferentemente da febre reumática, que pode ser prevenida pelo tratamento precoce de faringites estreptocócicas, o uso de antibióticos para o impetigo não demonstrou prevenir o desenvolvimento de GNPE. Isso ocorre porque a GNPE é uma doença imunocomplexa que pode se desenvolver mesmo após a erradicação da bactéria da pele. A monitorização de sinais de GNPE, como edema e hipertensão, é importante em pacientes que tiveram impetigo.

Perguntas Frequentes

Quais são os agentes etiológicos mais comuns do impetigo?

Os principais agentes etiológicos do impetigo são o Staphylococcus aureus (mais comum no impetigo bolhoso e também no não bolhoso) e o Streptococcus pyogenes (estreptococo beta-hemolítico do grupo A), predominante no impetigo não bolhoso.

Como diferenciar o impetigo bolhoso do não bolhoso?

O impetigo bolhoso é caracterizado por bolhas flácidas que se rompem, formando crostas finas, e é causado principalmente por S. aureus. O impetigo não bolhoso, mais comum, apresenta vesículas e pústulas que evoluem para crostas melicéricas e é causado por S. pyogenes ou S. aureus.

Qual a relevância da ASLO e anti-DNAse B em infecções estreptocócicas?

A antiestreptolisina O (ASLO) tem maior resposta após faringites estreptocócicas, enquanto a anti-DNAse B é mais sensível para detectar infecções cutâneas por Streptococcus pyogenes, como o impetigo.

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