PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2021
Qual é a principal infecção de pele que acomete lactentes e crianças pequenas?
Impetigo = infecção cutânea bacteriana mais comum em lactentes e crianças pequenas.
O impetigo é a infecção bacteriana de pele mais frequente em lactentes e crianças pequenas, caracterizada por lesões vesiculosas ou bolhosas que evoluem para crostas melicéricas. É altamente contagioso e requer tratamento precoce para evitar complicações e disseminação.
O impetigo é uma infecção bacteriana superficial da pele, altamente contagiosa, que afeta predominantemente lactentes e crianças pequenas. Representa a piodermite mais comum nessa faixa etária, sendo um motivo frequente de consulta pediátrica. Sua importância clínica reside não apenas na morbidade local, mas também no potencial de disseminação rápida em ambientes como creches e escolas, e no risco de complicações sistêmicas. A etiologia do impetigo é geralmente bacteriana, com Staphylococcus aureus (incluindo MRSA) e Streptococcus pyogenes sendo os principais agentes. Existem duas formas clínicas: o impetigo não bolhoso, mais comum, caracterizado por vesículas que rapidamente se transformam em pústulas e, em seguida, em crostas melicéricas (cor de mel); e o impetigo bolhoso, menos frequente, que se manifesta com bolhas flácidas que se rompem, deixando erosões. A transmissão ocorre por contato direto com as lesões ou fômites contaminados. O diagnóstico é essencialmente clínico. O tratamento visa erradicar a bactéria e prevenir a disseminação e complicações. Para lesões localizadas, antibióticos tópicos como mupirocina são eficazes. Em casos mais extensos, sistêmicos ou com sinais de infecção mais grave, antibióticos orais como cefalexina ou clindamicina são indicados. A higiene rigorosa e o isolamento de contato são medidas importantes. Residentes devem estar aptos a reconhecer e tratar o impetigo precocemente para evitar complicações como glomerulonefrite pós-estreptocócica.
O impetigo é causado principalmente por Staphylococcus aureus, incluindo cepas resistentes à meticilina (MRSA), e por Streptococcus pyogenes (Estreptococo beta-hemolítico do grupo A).
O impetigo não bolhoso, mais comum, apresenta pequenas vesículas que evoluem para pústulas e crostas melicéricas. O impetigo bolhoso, causado por S. aureus produtor de toxina esfoliativa, forma bolhas maiores e flácidas.
Para lesões localizadas, o tratamento tópico com mupirocina ou ácido fusídico é eficaz. Em casos de lesões extensas, falha do tratamento tópico ou suspeita de MRSA, antibióticos sistêmicos como cefalexina ou clindamicina são indicados.
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