Impetigo em Crianças: Diagnóstico, Agentes e Tratamento

PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2022

Enunciado

Kauã, 4 anos, 16kg, chega à unidade de saúde com queixa de lesão em pele, com presença de crostas em área das mãos, braços e pernas. A mãe relata que iniciou como uma mácula eritematosa, evoluindo para vesículas e pústulas, que romperam formando a superfície crostosa. De acordo com seus conhecimentos, qual a suspeita diagnóstica, provável(is) agente(s) etiológico(s) e tratamento, respectivamente?

Alternativas

  1. A) Síndrome da pele escaldada, Streptococcus pyogenes, azitromicina 50mg/kg/dia, via oral, por 4 a 7 dias.
  2. B) Impetigo, Staphylococcus aureus e Streptococcus pyogenes, cefalexina 30-50 mg/kg peso/dia, via oral, por 5-7 dias.
  3. C) Impetigo, Haemophilus influenzae, cefalexina 30-50 mg/kg peso/dia, via oral, por 5-7 dias.
  4. D) Crelulite, Staphylococcus aureus e Streptococcus pyogenes, azitromicina 50mg/kg/dia, via oral, por 4 a 7 dias.

Pérola Clínica

Impetigo: máculas eritematosas → vesículas/pústulas → crostas melicéricas. Agentes: S. aureus e S. pyogenes. Tto: Cefalexina VO.

Resumo-Chave

O impetigo é uma infecção cutânea bacteriana comum em crianças, caracterizada por lesões que progridem de máculas eritematosas a vesículas, pústulas e, classicamente, crostas melicéricas. O tratamento de escolha para casos mais extensos ou sem resposta tópica é a antibioticoterapia oral, sendo a cefalexina uma opção eficaz contra os principais agentes etiológicos.

Contexto Educacional

O impetigo é uma das infecções cutâneas bacterianas mais comuns na infância, sendo crucial para residentes e estudantes de medicina reconhecer suas manifestações clínicas e instituir o tratamento correto. A doença é altamente contagiosa e pode levar a complicações se não tratada adequadamente, como a glomerulonefrite pós-estreptocócica em casos de infecção por *Streptococcus pyogenes*. Os principais agentes etiológicos são *Staphylococcus aureus* e *Streptococcus pyogenes*. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na aparência das lesões. A evolução típica de máculas eritematosas para vesículas, pústulas e, finalmente, crostas melicéricas é patognomônica. A higiene adequada e o isolamento de objetos pessoais são medidas importantes para prevenir a disseminação. O tratamento pode ser tópico para lesões localizadas (mupirocina) ou sistêmico para casos mais extensos ou refratários. Antibióticos orais como a cefalexina são a primeira linha de escolha, cobrindo os principais patógenos. A adesão ao tratamento é fundamental para a erradicação da infecção e prevenção de recorrências e complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos do impetigo em crianças?

O impetigo tipicamente inicia com máculas eritematosas que rapidamente evoluem para vesículas e pústulas. Estas lesões se rompem, formando as características crostas melicéricas (cor de mel), geralmente localizadas em face, mãos e extremidades.

Qual a posologia recomendada para cefalexina no tratamento de impetigo pediátrico?

A cefalexina é geralmente administrada por via oral na dose de 30-50 mg/kg/dia, dividida em 2 a 4 doses, por um período de 5 a 7 dias, dependendo da gravidade e resposta clínica.

Como diferenciar impetigo de outras infecções cutâneas em crianças?

O impetigo se diferencia pela presença das crostas melicéricas e lesões superficiais. A celulite é mais profunda, com eritema, calor e dor mais intensos. A síndrome da pele escaldada estafilocócica cursa com descamação generalizada e sinal de Nikolsky positivo.

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