HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2022
Menino, 4 anos de idade, levado ao pronto-socorro por lesão de pele há 4 dias, com febre hoje. Os pais referem que as lesões se iniciaram na perna, após uma picada de inseto, e que progrediram para fossa cubital e para a face. Ao exame clínico, o paciente encontra-se em bom estado geral, corado, hidratado, ativo, sem linfonodos palpáveis. Exame cardiovascular e respiratório sem alterações. Na pele, lesões em face, região de naso, em fossas cubitais bilaterais e em região genital, de base eritematosa, com crosta amarelada, como na figura a seguir: De acordo com o caso, qual é a hipótese diagnóstica?
Impetigo crostoso → lesões eritematosas com crostas melicéricas, frequentemente após picada de inseto em crianças.
O impetigo crostoso, causado principalmente por Staphylococcus aureus ou Streptococcus pyogenes, é uma infecção cutânea superficial comum em crianças. Caracteriza-se por lesões eritematosas que evoluem para vesículas, pústulas e, classicamente, crostas amareladas ("melicéricas"), muitas vezes secundárias a traumas ou picadas de insetos.
O impetigo crostoso é uma piodermite superficial altamente contagiosa, comum na infância, causada principalmente por Staphylococcus aureus e, em menor grau, por Streptococcus pyogenes. Representa uma das infecções bacterianas de pele mais frequentes em crianças, sendo crucial para o residente reconhecer seus sinais clínicos e manejo adequado para evitar complicações. A doença é mais prevalente em climas quentes e úmidos, e a falta de higiene pode ser um fator contribuinte. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na presença de lesões eritematosas que evoluem para vesículas ou pústulas e, posteriormente, para as características crostas melicéricas (amareladas, semelhantes a mel). As lesões podem surgir em qualquer parte do corpo, mas são mais comuns na face, pescoço e extremidades, frequentemente em locais de trauma prévio, como picadas de insetos ou escoriações. A febre pode estar presente, indicando uma infecção mais disseminada ou sistêmica. O tratamento visa erradicar a bactéria e prevenir a disseminação. Para lesões localizadas, antibióticos tópicos são a primeira linha. Em casos de lesões extensas, falha do tratamento tópico ou sinais de infecção sistêmica, antibióticos orais são necessários. É fundamental orientar os pais sobre a higiene das lesões e o isolamento da criança para evitar a transmissão, especialmente em ambientes como creches. Complicações raras incluem glomerulonefrite pós-estreptocócica, se causada por Streptococcus pyogenes nefritogênico.
O impetigo crostoso é caracterizado por lesões eritematosas que evoluem para vesículas, pústulas e, mais notavelmente, crostas amareladas ou melicéricas. Podem ser pruriginosas e se espalhar por coçadura.
O tratamento geralmente envolve antibióticos tópicos como mupirocina ou ácido fusídico para lesões localizadas. Em casos mais extensos ou com sinais de infecção sistêmica, antibióticos orais como cefalexina ou amoxicilina-clavulanato são indicados.
O impetigo se diferencia pela presença das crostas melicéricas e pela rápida disseminação. Herpes simples cursa com vesículas agrupadas em base eritematosa, enquanto varicela apresenta lesões em diferentes estágios de evolução (mácula, pápula, vesícula, crosta) e distribuição centrípeta.
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