HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2024
Paciente do sexo masculino, 2 anos de idade, em consulta de encaixe na Unidade Básica de Saúde. Mãe relata surgimento de feridas na face há 2 dias. Há 5 dias, a criança foi picada por um inseto na face, mas a lesão era única. Como antecedentes, dermatite leve sem tratamento, sem comorbidades. Frequenta creche e está com a vacinação atualizada. Ao exame clínico, não há alterações exceto por lesões coalescentes, de até 2cm, em região supralabial direita e esquerda, com vesículas de conteúdo seropurulento, erosões e crostas marrom-amareladas. O tratamento indicado, além de limpeza com água e sabonete, é:
Impetigo (crostas melicéricas) → limpeza + mupirocina tópica. ATB oral para casos extensos.
O impetigo, especialmente o não bolhoso, é uma infecção bacteriana superficial da pele, comum em crianças. O tratamento de primeira linha para lesões localizadas envolve a remoção das crostas para permitir a penetração do antibiótico tópico, sendo a mupirocina a escolha mais comum e eficaz.
O impetigo é uma infecção cutânea bacteriana superficial altamente contagiosa, comum na infância, especialmente em ambientes como creches. Geralmente é causado por Staphylococcus aureus ou Streptococcus pyogenes e frequentemente se desenvolve em áreas de pele previamente lesadas, como picadas de insetos ou dermatites. Clinicamente, o impetigo não bolhoso (o tipo mais comum) apresenta vesículas e pústulas que rapidamente se rompem, formando as características crostas melicéricas (amarelo-douradas). O diagnóstico é clínico. O tratamento visa erradicar a bactéria e prevenir a disseminação e complicações, como a glomerulonefrite pós-estreptocócica. Para lesões localizadas, o tratamento de escolha é tópico, após limpeza da área com água e sabonete e remoção das crostas. A mupirocina tópica é o antibiótico de primeira linha, aplicada por sete dias. O ácido fusídico é outra opção eficaz. Antibióticos orais, como cefalexina, são reservados para casos extensos, impetigo bolhoso ou quando há falha da terapia tópica. É crucial que residentes e estudantes saibam diferenciar os tipos de impetigo e aplicar a terapia correta para otimizar os resultados e evitar o uso desnecessário de antibióticos sistêmicos.
O impetigo contagioso é caracterizado por vesículas, pústulas e, classicamente, crostas melicéricas (amarelo-douradas) que se formam após a ruptura das lesões. Diferencia-se de herpes, por exemplo, pela ausência de agrupamento em cacho e pela etiologia bacteriana (Staphylococcus aureus ou Streptococcus pyogenes).
A remoção das crostas é fundamental porque elas atuam como uma barreira física, impedindo a penetração adequada do antibiótico tópico na área infectada. A limpeza com água e sabonete e a remoção suave das crostas melhoram a eficácia do tratamento.
Antibióticos orais são indicados para impetigo extenso, lesões disseminadas, impetigo bolhoso, ou quando há falha da terapia tópica. As opções incluem cefalexina, clindamicina ou amoxicilina-clavulanato, dependendo da prevalência de resistência local.
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