SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2015
O impetigo bolhoso é o mais comum entre as crianças de 2 a 5 anos de idade. Qual seu principal agente etiológico?
Impetigo bolhoso = Staphylococcus aureus (produz toxinas esfoliativas).
O impetigo bolhoso, comum em crianças pequenas, é causado principalmente pelo Staphylococcus aureus, que produz toxinas esfoliativas responsáveis pela formação das bolhas. É uma infecção cutânea contagiosa que requer tratamento antibiótico adequado.
O impetigo é uma infecção bacteriana superficial da pele, altamente contagiosa, que afeta predominantemente crianças. Existem duas formas principais: o impetigo não bolhoso (mais comum) e o impetigo bolhoso. O impetigo bolhoso é caracterizado pela formação de bolhas e é quase exclusivamente causado pelo Staphylococcus aureus, que produz toxinas esfoliativas. Essas toxinas atuam na epiderme, causando a clivagem de proteínas de adesão celular e resultando na formação de bolhas flácidas. A infecção é mais comum em crianças de 2 a 5 anos, frequentemente em áreas como face, pescoço, axilas e região da fralda. O diagnóstico é clínico, e o tratamento visa erradicar a bactéria e prevenir a disseminação. Para residentes, é fundamental diferenciar o impetigo bolhoso de outras dermatoses bolhosas e iniciar o tratamento adequado prontamente. A escolha do antibiótico deve considerar a cobertura para Staphylococcus aureus e a presença de resistência, especialmente à meticilina. A higiene e o isolamento de contato são medidas importantes para controlar a transmissão da infecção.
O impetigo bolhoso é caracterizado por bolhas flácidas que se rompem facilmente, deixando erosões úmidas e crostas finas. Geralmente ocorre em áreas de pele íntegra e é mais comum em lactentes e crianças pequenas.
O Staphylococcus aureus, especialmente cepas produtoras de toxinas esfoliativas (exfoliatinas A e B), causa o impetigo bolhoso. Essas toxinas clivam a desmogleína 1, uma proteína de adesão celular na epiderme, levando à formação de bolhas intraepidérmicas.
O tratamento envolve antibióticos tópicos (como mupirocina ou ácido fusídico) para lesões localizadas, ou antibióticos orais (como cefalexina ou clindamicina) para casos mais extensos ou refratários, visando cobrir o Staphylococcus aureus.
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