HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2022
Menino de 4 anos apresenta há uma semana, em perna esquerda, vesículas e bolhas cheias de líquido amarelado e pústulas que, quando rompem, deixam no lugar uma lesão vermelho-vivo, inflamada e úmida, que não dói. Criança está afebril, em bom estado geral e sem outras queixas. Entre as seguintes opções, o diagnóstico mais provável e o agente etiológico mais comum são:
Impetigo bolhoso = vesículas/bolhas flácidas com líquido amarelado, causadas por Staphylococcus aureus.
O impetigo bolhoso é uma infecção cutânea superficial caracterizada por bolhas flácidas, que podem conter líquido amarelado e pústulas. É causado principalmente por cepas de Staphylococcus aureus produtoras de toxinas esfoliativas, que clivam a desmogleína 1, levando à formação das bolhas.
O impetigo é uma infecção bacteriana superficial da pele, altamente contagiosa, comum em crianças. Existem duas formas principais: o impetigo não bolhoso (ou crostoso) e o impetigo bolhoso. A compreensão das características clínicas e etiológicas de cada tipo é crucial para o diagnóstico e tratamento adequados, especialmente na prática pediátrica. O impetigo bolhoso, como descrito na questão, é caracterizado pela presença de vesículas e bolhas flácidas, preenchidas com líquido amarelado, que podem se romper e deixar erosões úmidas e inflamadas. Diferente do impetigo crostoso, as lesões bolhosas são mais proeminentes. O agente etiológico mais comum do impetigo bolhoso é o Staphylococcus aureus, especificamente cepas que produzem toxinas esfoliativas (ETA e ETB). Essas toxinas atuam clivando a desmogleína 1, uma proteína essencial para a adesão celular na epiderme, resultando na formação das bolhas. O diagnóstico é clínico, baseado na morfologia das lesões. O tratamento envolve higiene local e, dependendo da extensão, antibióticos tópicos (mupirocina, ácido fusídico) ou sistêmicos (cefalexina, clindamicina) para cobrir o S. aureus. É importante orientar os pais sobre a contagiosidade e medidas de higiene para evitar a disseminação. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas complicações como celulite ou, raramente, glomerulonefrite pós-estreptocócica (mais associada ao impetigo crostoso por Streptococcus pyogenes) devem ser monitoradas.
O impetigo bolhoso apresenta bolhas flácidas preenchidas com líquido claro ou amarelado, que podem romper e deixar erosões úmidas. O impetigo não bolhoso (crostoso) inicia com vesículas ou pústulas que rapidamente se rompem, formando as características crostas melicéricas e é mais comum.
O tratamento geralmente envolve antibióticos tópicos (como mupirocina ou ácido fusídico) para lesões localizadas. Para lesões disseminadas ou falha do tratamento tópico, antibióticos orais como cefalexina ou clindamicina são indicados, cobrindo Staphylococcus aureus.
As toxinas esfoliativas (ETA e ETB) produzidas por algumas cepas de S. aureus agem como proteases que clivam a desmogleína 1, uma proteína de adesão celular nos desmossomos da epiderme. Isso leva à perda de coesão entre os queratinócitos, resultando na formação de bolhas intraepidérmicas.
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